terça-feira, 26 de junho de 2012

CANHÕES EXPOSTOS NO MUSEU JÚLIO DE CASTILHOS EM PORTO ALEGRE - RS

O Museu Júlio de Castilhos, situado na Rua Duque de Caxias, bem próximo do Palácio Farroupilha em Porto Alegre também possui o seu acervo de armas históricas.

Podem sem observados diversos canhões de diversos períodos históricos do Rio Grande do Sul.

Segue um texto informativo sobre o museu retirado do seguinte endereço: http://www.riogrande.com.br/turismo/palegre_museus_julio.htm

Museu Júlio de Castilhos

O prédio, construído em 1887, é um belo modelo de residência urbana e nobre do século XIX. O então presidente do Estado, Júlio de Castilhos, ali residiu com sua família no período de 1898 a 1903, ano do seu falecimento. Ainda permanece na casa o quarto do casal e o gabinente.
É o mais antigo Museu do Estado, criado em 1903 e instalado no casarão em 1905. Conta com um valiosíssimo acervo histórico, artístico e cultural, com peças, armas, roupas, utensílios e documentos ligados à história e formação do estado gaúcho.
Destacam-se os acervos da cultura indígena, Missões Jesuíticas, Revolução Farroupilha, Guerra do Paraguai, correntes migratórias e dos primeiros anos da República Rio-Grandense. No pátio, encontram-se canhões usados durante a Revolução Farroupilha.
O Museu também apresenta exposições temporárias e promove atividades culturais.


Rua Duque de Caxias, 1231, centro - Fone (051) 221-3959

Visitação - de terças-feiras a sextas-feiras, das 9h00 às 17h00; sábados e domingos, das 13h00 às 17h00.
  

Estive em visita ao Museu Júlio de Castilhos em Fevereiro de 2010 e tirei algumas fotos que agora publico no “História&Informação”:


Canhão de Salva: Pequeno canhão de antecarga em ferro fundido
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)


Pátio dos Canhões - Museu Júlio de Castilhos
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Pátio dos Canhões - Museu Júlio de Castilhos
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Pátio dos Canhões - Museu Júlio de Castilhos
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Pátio dos Canhões - Museu Júlio de Castilhos
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Canhão usado durante a Revolução Farroupilha - 1835-1845
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Placa de identificação do canhão - "Utilizado pelos Revolucionários de 1835-45"
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Canhão identificado com um " G  R " de George Rex - REI GEORGE
Um canhão de origem inglesa
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)
  
Pátio dos Canhões - Museu Júlio de Castilhos
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Pátio dos Canhões - Museu Júlio de Castilhos
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Pátio dos Canhões - Museu Júlio de Castilhos
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Pátio dos Canhões - Museu Júlio de Castilhos
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)


Canhão Krupp de retrocarga
Muito utilizado no longo período que vai de 1870 até 1942
No Brasil foi utilizado nos conflitos da Revolução Federalista,
Canudos, Contestado e Revoluções do Período Tenentista
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Canhão Krupp de retrocarga
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

ARMAS EXPOSTAS NO MUSEU PARANAENSE - METRALHADORA MAXIM NORDENFELT

A  metralhadora Maxim Nordenfelt uma das armas mais curiosas em exposição no Museu Paranaense em Curitiba. Trata-se de uma metralhadora de canos múltiplos que foi desenvolvida no século XIX.
A arma dispõe de até  12 canos, colocados em linha e disparados manualmente por uma alavanca que se movimenta para frente e para trás. Foi Produzida em diversos calibres.
Metralhadora Maxim Nordenfelt sendo usada pela Policia Militar do Paraná

A peça exposta no Museu Paranaense pertenceu a Policia Militar do Estado do Paraná e consta que foi usada durante a Revolução Federalista em 1894. A Foto acima mostra a Maxim Nordenfelt neste período.
Abaixo a peça como esta sendo exposta atualmente na mostra:

(Foto: Prof.Me. Roberto Bondarik)

(Foto: Prof.Me. Roberto Bondarik)

(Foto: Prof.Me. Roberto Bondarik)

(Foto: Prof.Me. Roberto Bondarik)

domingo, 24 de junho de 2012

CANHÕES ANTIGOS DO MUSEU PARANAENSE - CURITIBA

Alguns dos canhões expostos no Museu Paranaense em Curitiba, parte integrante da História do Paraná. (Crédito das fotos: Roberto Bondarik)

Canhão utilizado em 1772 pelas tropas que, oriundas de São Paulo, eram comandadas pelo Coronel Afonso Botelho. Essas tropas fizeram expedições exploratórias e garantiram a posse dos Campos de Guarapuava, tomando-os dos índios Kaingang. (Fotos 01 - 02 - 03).

Foto 01

Foto 02
Foto 03


Foto 04 - Canhão do Período Colonial - Paraná

Foto 05 - Canhão do Período Colonial - Paraná


Canhão do século XIX. Possivelmente danificado quando de um disparo e reparado com madeira (Foto 06)
Foto 06

domingo, 17 de junho de 2012

O PRIMEIRO CLASSICO DE FUTEBOL DO NORTE DO PARANÁ NOTICIADO: A PARTIDA ENTRE CORNÉLIO PROCÓPIO E LONDRINA

O PRIMEIRO CLÁSSICO DE FUTEBOL DO NORTE DO PARANÁ NOTICIADO: A PARTIDA ENTRE CORNÉLIO PROCÓPIO E LONDRINA
Prof.Me.Roberto Bondarik
bondarik@utfpr.edu.br


                O Brasil se prepara, bem ou mal, para a próxima Copa do Mundo de Futebol que será realizada nestas paragens no ano de 2014. O Futebol é de longe o mais popular esporte coletivo do país e consequentemente do Estado do Paraná e dos seus Norte Pioneiro e Norte Novo. A ligação econômica e cultural com o Estado de São Paulo faz destas regiões paranaenses o habitat de torcedores dos mais diversos times de futebol paulistas.
                O futebol começou a ganhar espaço no Brasil no início do século XX influenciada por empresas britânicas e seus funcionários que para cá vieram e difundiram esse “esporte bretão” como diz o hino de um conhecido time paulista. Companhias de energia elétrica, bondes e principalmente ferrovias, atestam isso os diversos “Botafogo”, “Ferroviários Esporte” ou “Futebol Clube”, Operário e tantos outros nomes que remetem a empresas, atividades econômicas e seus trabalhadores. Os quadros de operários dessas organizações formaram as primeiras torcidas, porque não dizer, organizadas do Brasil.
Esporte centenário em Ponta Grossa e em Curitiba o futebol deve ter chegado ao Norte do Paraná, evidencia-se isso, também transportado pelos trilhos e vagões da Ferrovia São Paulo Paraná que fez a ligação entre a Ferrovia Sorocabana desde Ourinhos até os sertões de Londrina e Apucarana. Essa ferrovia de capital britânico e tinha como um dos acionistas o próprio Príncipe de Gales, herdeiro do trono britânico foi responsável pelo aceleramento da ocupação e colonização de toda a região compreendida pelos vales e sertões dos rios das Cinzas, Laranginha e Congonhas, fazendo surgir cidades, povoados, fazendas e sítios. O próprio Príncipe de Gales, futuro rei Eduardo VIII veio a região visitar e conhecer aquele deve ter sido um dos maiores projetos imobiliários daquele tempo, o loteamento do Norte do Paraná feito por brasileiros na margem leste do Rio Tibagi e por britânicos da Companhia de Terras Norte do Paraná nas terras a leste desse curso d’água.
A Ferrovia São Paulo – Paraná inaugurou a Estação Cornélio Procópio em 1º de Dezembro de 1930, a localidade tornou-se a residência de engenheiros, do pessoal qualificado e dos operários da ferrovia até que essa chegasse até Londrina. Deve ter sido esse pessoal todos os primeiros que praticaram o futebol nessas paragens.
Correio Paulistano
14 de Setembro de 1934 (p.04)
Em 14 de Setembro de 1934, Londrina seria emancipada e tornar-se-ia sede de Comarca em dezembro desse ano, o Jornal “Correio Paulistano” noticiou uma partida de futebol entre os times de Cornélio Procópio e “Londrinense”. Pode ter sido esse o primeiro clássico regional do futebol do Norte do Paraná. E foi também das primeiras coberturas jornalísticas de um evento esportivo na região.
Reproduzimos o recorte do jornal que trás entre outras informações as escalações dos dois times e alguns detalhes sobre a partida. Cornélio Procópio venceu por um a zero a partida.. Reparem no “enthusiasmo” e no “goal” do texto: 


=== Reprodução do texto===


NOTICIAS DO PARANÁ
LONDRINA

ESPORTE - Realizou-se domingo ultimo um animado jogo de futebol entre o Clube “Cornélio Procópio” da cidade que lhe empresta o nome, e o “Londrinense” desta localidade. Os quadros estavam assim organizados:
Londrina – Alcino, Benedicto, Vargas, Sebastião, Francisco, Octavio, Romim, José, Marquinho e Japonez.
Cornélio Procópio – Cartucho, Telles, Milton, Cabiúna, Loló, Mendes, Argentino, Danton, Marcilio, Mineiro e Pimenta.
As 17 horas entraram no campo os dois quadros, vindo à frente o quadro do time visitante, sob o maior enthusiasmo da numerosa assistência. Minutos depois o juiz apita e começa o jogo.
No primeiro tempo, apesar do forte ataque do londrinense, não houve goal. No segundo, tendo augmentado extraordinariamente o enthusiamo do público, o jogo se desenvolveu com perícia de parte a parte. Em dado momento Japonez, habilmente, consegue escapar pela direita e passa a pelota a Octavio, que chuta sem resultado, pondo-o fora. Com lindo passe de Mendes, Danton consegue o primeiro goal para seu clube. O jogo terminou com o seguinte resultado: 1 x0. Assim a palma da Victoria coube ao esforçado clube visitante.

terça-feira, 12 de junho de 2012

PREPARANDO POSTAGEM SOBRE ARMAS

Preparando postagem sobre o Museu do Exercito em Porto Alegre ... aguardem para essa semana ... blindados, artilharia e tudo o mais ...

domingo, 20 de maio de 2012

FRANCISCO MOREIRA DA COSTA E SUAS LIGAÇÕES HISTÓRICAS COM O MUNICÍPIO DE CORNÉLIO PROCÓPIO

Este texto foi utilizado como referência para justificar a aprovação de uma moção de aplauso pela Câmara Municipal de Cornélio Procópio à Família Moreira pela atuação do Coronel "Chico Moreira" na colonização e constituição da cidade.

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FRANCISCO MOREIRA DA COSTA E SUAS LIGAÇÕES HISTÓRICAS COM O MUNICÍPIO DE CORNÉLIO PROCÓPIO

Prof.Me.Roberto Bondarik
bondarik@utfpr.edu.br

            Francisco Moreira da Costa nasceu em 1° de dezembro de 1877 na Fazenda da Pedra, localidade de Cristina no Estado de Minas Gerais. Foi político e empresário em Santa Rita do Sapucaí – MG, tendo sido prefeito desta cidade por mais de 20 anos (11913-1938). Era irmão de Delfim Moreira da Costa que havia sido Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil no final da década de 1910. Como empresário em 1927 fundou com o Coronel Joaquim Inácio Ribeiro e outros o Banco Santarritense, que em 1937 fez fusão com o Banco da Lavoura de Minas Gerais, sendo diretor do mesmo e mais tarde diretor-presidente do Banco Nacional de Minas Gerais. Sua filha Luzia Rennó Moreira (Sinhá Moreira) foi grande incentivadora da educação profissional e tecnológica em sua cidade.
CORONEL FRANCISCO 
MOREIRA DA COSTA
(Fonte: site da Prefeitura do
 Município de  Santa Rita 
do Sapucai - Minas Gerais)
            A aproximação de Francisco Moreira da Costa com Norte do Paraná, mais especificamente com Cornélio Procópio e Santa Mariana deu-se por meio de suas atividades empresariais. Moreira da Costa possuía uma empresa imobiliária na qual foi sócio de Antonio Paiva Júnior, era a “Colonizadora Paiva & Moreira”.
            Sabemos que a colonização da área de Cornélio Procópio tomou impulso quando o Coronel Francisco da Cunha Junqueira, genro de Cornélio Procópio, que em 1923 adquiriu parte da Gleba Laranjinha, ou seja, as terras onde seriam erigidos os núcleos urbanos atuais de Cornélio Procópio e Santa Mariana. Francisco da Cunha Junqueira além de empresário também era político, importante, diga-se de passagem.

A decisão peremptória de fundar as duas cidades foi de 1924, com a medição das terras  e inicio da formação  das três fazendas em 1926, sendo a de Santa Mariana com três famílias japonesas e muitas outras em seguida (DIAS, 2000, p. 103).

Ligado ao Partido Democrático ele chegou a ser Secretario da Agricultura do Estado de São Paulo durante o período de intervenção federal que ocorreu logo após o sucesso da Revolução de 1930. As ações de Getúlio Vargas como chefe do Governo Provisório acabaram descontentando São Paulo e os paulistas tanto do Partido Democrático como do Partido Republicano que de opositores tornaram-se aliados na luta armada contra o Governo Federal. Desta forma em nove de julho de 1932 iniciava-se a Revolução Constitucionalista que oporia São Paulo ao restante do Brasil.

Francisco da Cunha Junqueira, como paulista, participou ativamente da revolução Constitucionalista, como outros paulistas quatrocentões da família Junqueira. De modo que com a derrota de São Paulo, em 1932, ele foi exilado. Sua esposa Mariana Balbina Procópio Junqueira, cujo apelido era Anita assumiu o controle da propriedade familiar [ no Norte do Paraná], iniciou o loteamento [de Cornélio Procópio] e negociou com a Viação Férreas São Paulo – Paraná (BRASIL, 1988, p. 36).

            Devido ao distanciamento de Francisco da Cunha Junqueira, o então povoado de Cornélio Procópio crescia de forma desordenada no entorno da Estação Ferroviária do Km 125 da Ferrovia São Paulo – Paraná. Motivações políticas e econômicas levaram Francisco Junqueira a vender suas terras, inclusos os dois loteamentos urbanos.
            Francisco Moreira da Costa e Antonio Paiva Junior já desejavam comprar as terras de Junqueira desde pelo menos o ano de 19311 (DIAS, 2000). A esposa de Junqueira em cerca de dois meses acabou vendendo as terras aos dois compradores que constituíram a já citada “Colonizadora Paiva & Moreira”. A região Norte do Paraná se ligaria em definitivo a figura de Francisco da Cunha Junqueira.

A barrenta Cornélio Procópio continuou a crescer desordenadamente, até que Junqueira vendeu suas terras para Antonio Paiva Júnior e Francisco Moreira da Costa. Foi organizada a Colonizadora Paiva & Moreira, ficando com o Moreira a colonização da antiga fazenda Santa Mariana, e com Paiva Júnior a colonização de Cornélio Procópio. Foi feito outro plano de loteamento [substituindo do de Francisco Junqueira] e, a partir de 1935, José Tavares Paiva começou a vender os lotes e datas. A futura cidade começou a ter uma estrutura melhor (BRASIL, 1988, p. 71).

            A sociedade deve ter sido desfeita em 1935 quando são divididos entre os dois os lotes de Santa Mariana e de Cornélio Procópio (DIAS, 2000). De qualquer a forma a ligação de Francisco da Cunha Junqueira com o Norte do Paraná estava já selada, uma prova intensa disso é a Igreja Matriz de Santa Mariana que é cópia da que existe na cidade natal de Moreira, Santa Rita do Sapucaí.

No Paraná onde tinha adquirido muitas terras, Chico Moreira praticamente construiu a cidade de Cornélio Procópio, e na cidade de Santa Mariana fez uma réplica exata da Igreja de Santa Rita do Sapucaí. Como incentivador, nessas fazendas do Paraná, cedeu algumas glebas para seus sobrinhos, auxiliando-os na produção do café para que, através desses rendimentos, fossem aos poucos pagando ao tio o referente ao valor da terra. Sinhá Moreira acompanhava muito o pai em todas as suas viagens (FONTES, 2007, p. 25).



Igreja Matriz de Santa
 Rita do Sapucai - Minas Gerais
(Fonte: http:www.panoramio.com)
            Francisco Moreira da Costa foi ainda eternizado em Cornélio Procópio com o seu nome batizando uma das praças da cidade e também uma escola primária. Apesar de extinta essa escola, seu nome ainda é mantido na placa de bronze no hal de entrada do prédio hoje ocupado pelo Colégio Estadual “Cristo Rei” Ensino Normal, que oferece o curso de Magistério em nível médio.
            Consta que familiares de Francisco Moreira da Costa doaram a cidade de Cornélio Procópio os terrenos onde hoje se situam o Colégio Estadual “Zulmira Marchesi” e o Campus Centro da Universidade Estadual do Norte do Paraná.
Igreja Matriz de Santa Mariana - Paraná
(Fonte: http://deobrazil.wordpress.com)
            Francisco Moreira da Costa, ao lado de Antonio de Paiva Júnior, constituem-se nos dois grandes responsáveis pela continuação, reorganização e efetivação dos planos de colonização de Cornélio Procópio e Santa Mariana que haviam sido iniciados por Francisco da Cunha Junqueira. Desta forma podem também, ser apontados como responsáveis pela existência dessas duas cidades cujos pioneiros acreditaram no negócio que esses dois empresários lhes ofereceram.

Referências:

BRASIL, Átila Silveira. Das origens e da Emancipação do Município [de Cornélio Procópio], s.n.t. [1988].

DIAS, Paulo Ribeiro. Cornélio Procópio: a história em prosa e verso. Londrina: Gráfica e Editora Modelo, 2000.

FONTES, Lilian. Sinhá Moreira: uma mulher à frente do seu tempo. Rio de Janeiro: Gryphus; Belo Horizonte, MG: CEMIG: Cia Brasileira de Metalurgia e Minerações, 2007.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA RITA DO SAPUCAÍ. Francisco Moreira da Costa. Disponível em < http://www.santaritadosapucai. mg.gov.br/prefeitos/ 384-francisco-moreira-da-costa.html > Acesso em 12 mar 2012.


quarta-feira, 21 de março de 2012

CORNÉLIO PROCÓPIO - HISTÓRIA E PERSPECTIVAS DE DESENVOLVIMENTO

Este texto foi publicado em Fevereiro de 2012 pelo Jornal Popular por ocasião do aniversário de emancipação política do Município de Cornélio Procópio. 
Procurei adequar alguns pontos para que ficassem mais claros e objetivos.

CORNÉLIO PROCÓPIO  
HISTÓRIA E PERSPECTIVAS DE DESENVOLVIMENTO
Prof.Me.Roberto  Bondarik

FERROVIA SÃO PAULO - PARANÁ ENTRE 
OURINHOS E APUCARANA
(FONTE:  http://vfco.brazilia.jor.br  ) 
O desenvolvimento econômico e social de Cornélio Procópio desde a sua ocupação efetiva, que se deu a partir de 1930 com o estabelecimento da Estrada de Ferro São Paulo – Paraná e sua respectiva estação foi todo ele baseado na cafeicultura. Esta dependência deu-se até 1975 quando ocorreu a Geada Negra. Outros fatores contribuíram para a erradicação cafeeira, porém esse foi o mais radical de todos.

Desde 1975 o Norte do Paraná, Cornélio Procópio ai incluso, tateia em busca de uma nova base econômica que sustente o seu desenvolvimento. Nestes já quase 37 anos passados diversas possibilidades surgiram e é evidente que houve uma imensa diversificação de atividades nas muitas regiões e municípios que compõem o Norte do Paraná. Seria muito difícil encontrarmos uma única atividade econômica como a cafeicultura que era muito abrangente e congregava capitais e pessoas de maneira intensa. Com a erradicação da cafeicultura perdemos dinheiro, população que se deslocou para outras regiões e perdemos representação política em relação ao próprio Estado do Paraná: menos eleitores, menos representantes, menos porcentagem dos orçamentos, etc.

O desenvolvimento passou a ser cobrado de forma intensa pelos eleitores e a principal política pública que se busca é a geração de empregos. Coube aos governantes e suas diversas esferas atuarem neste sentido e melhores perspectivas se fizeram sentir. A industrialização tornou-se o objetivo a ser alcançado pelo Norte do Paraná, porém atingi-la ou criar-lhe condições para seu estabelecimento e desenvolvimento é difícil. A indústria exige infra-estrutura (energia, transporte, espaço físico, etc), mão-de-obra aos menos minimamente qualificada e um ambiente de negócios que seja favorável ao empreendedorismo, ou seja, que haja oportunidade de negócio.

Cornélio Procópio possui atualmente uma boa infra-estrutura educacional, colégios públicos que possuem excelente nível e destaco o Colégio Estadual “Cristo Rei” (Magistério) como melhor exemplo disso, faculdades e universidades. No ensino superior destaca-se a Universidade Tecnológica Federal do Paraná que possui aqui um dos seus mais antigos Campi no Estado. Seu crescimento não foi apenas o físico que pode ser facilmente constado, mas de ensino. São hoje quatro cursos de engenharia (de Controle e Automação, Computação, Mecânica e Elétrica) cursos técnicos, cursos tecnológicos, licenciatura em Matemática, pós-graduação (especializações e mestrado), etc. O impacto econômico inicial do crescimento da UTFPR pode ser constado na construção civil da cidade e no mercado imobiliário, nunca se construiu e alugou tanto em nossa história, pelo menos desde os tempos da expansão do café. A relação direta da UTFPR com a indústria dá-se pela natureza de seus cursos que dão ênfase a preparação de pessoas que atuem dentro dos diversos níveis desse setor econômico.

Fachada do Colégio Estadual
Cristo Rei Ensino Normal
A importância de termos em Cornélio Procópio e no Norte Pioneiro um Campus da UTFPR pode ser medido pela apresentação de um caso concreto e atual na economia paranaense e que é o desenvolvimento industrial que se verifica em Ponta Grossa. Recentemente lançou-se a pedra fundamental de uma fábrica de caminhões, além de outras tantas indústrias de menor porte, muitas delas ligadas a cooperativas e a agropecuária. Em especial no caso da montadora de caminhões a oferta de engenheiros em formação, a existência de laboratórios e pessoal especializados na UTFPR foram fundamentais. Um detalhe deve ser levado em conta ainda: a Secretaria de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional (sim existe essa preocupação em integrar esses importantes setores por meio da qualificação) tem sido ocupada há anos por pessoas ligadas a Universidade, no caso dois ex-diretores locais. O atual secretário já foi vice-reitor da UTFPR e é coordenador do Curso de Mestrado em Engenharia de Produção. Conseguiu-se uma integração entre administração pública, universidade, oportunidades de negócio e desenvolvimento industrial quase sem comparações no restante do Paraná.
Campus Cornélio Procópio
da Universidade Tecnológica
Federal do Parana
(Fonte: http://www.utfpr.edu.br)

Oportunidades de negócio e de desenvolvimento tecnológico e industrial existem em Cornélio Procópio até mais que outras cidades do Norte do Paraná: espaço físico, uma Universidade Tecnológica formando engenheiros, energia, mão-de-obra, entre outros. Existe também uma falta de infra-estrutura que é comum a todo o Norte: faltam-nos estradas de qualidade, duplicadas, que permitam o fluxo de caminhões que são cada vez maiores. Beira o limite do absurdo um Estado como o nosso que se pretende moderno, ágil e desenvolvido não ser interligado por uma rede de estradas duplicadas que permitam um fluxo continuo de transporte entre suas diversas regiões. Há quase cem anos tivemos um Presidente da República para quem, governo e desenvolvimento eram abrir estradas.

domingo, 11 de março de 2012

QUARENTA MIL ACESSOS

Nesta manhã de domingo, 11 de Março de 2012 este blog "HISTÓRIA & INFORMAÇÃO" atingiu a marca de quarenta mil acessos (40.000) desde que esses começaram a ser registrados em Maio de 2009. 


O "HISTÓRIA & INFORMAÇÃO" foi colocado no ar em 22 de Dezembro de 2005, até agora foram postados apenas oitenta textos e mensagens, durante um certo tempo não era registrada a estatística dos acessos. 


O objetivo do blog é ser útil de alguma forma, pela busca por informações do Estado do Paraná e sobre a História, acredito que isso esteja acontecendo.





Infelizmente de março de 2010 até abril de 2011 não há registros dos acessos, não sei ainda se eles se perderam ou simplesmente não foram registrados. 

Também não atualizei nenhum texto desde outubro de 2011, mas mesmo assim a média de acessos tem sido mantida.

Os posts mais acessados até agora foram os seguintes:


04/07/2007 - 4.478 Visualizações de página

11/07/2008, 5 comentários - 3.449 Visualizações de página

06/01/2006 - 2.911 Visualizações de página

14/04/2006, 2 comentários - 1.741 Visualizações de página

08/07/2007, 2 comentários - 1.230 Visualizações de página

04/12/2008, 1 comentário - 980 Visualizações de página

26/06/2007 - 809 Visualizações de página

28/03/2011, 9 comentários - 600 Visualizações de página

04/07/2007 - 340 Visualizações de página


Muito Obrigado por prestigiarem meu trabalho!!!!



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

CORNÉLIO PROCÓPIO, ITANGUÁ, MONTE CASTELO: TENTATIVAS DE ALTERAÇÃO DO NOME DE UMA CIDADE PARANAENSE


         Esse texto versa sobre o nome com o qual foi batizada a localidade e o Município de Cornélio Procópio e pelo menos duas das tentativas que houve, pelo menos uma bem sucedida inicialmente em seu propósito de alterá-lo.

Túmulo do Coronel Cornélio
Procópio Araujo Carvalho
 no Cemitério da Consolação
 em São Paulo
         A respeito do patrono do nome do Município, CORONEL CORNÉLIO PROCÓPIO DE  ARAÚJO  CARVALHO, cabe-nos dizer que ele foi fazendeiro, comerciante e empresário no Estado de São Paulo. Cornélio Procópio destacou-se durante o Império e o final do século XIX, nasceu em 06 de janeiro de 1857, no Bairro dos Carvalhos, Município de Aiuruoca, Sul de Minas Gerais. Faleceu em 22 de outubro de 1909 e se encontra sepultado no Cemitério da Consolação em São Paulo. Seu túmulo é considerado um exemplo de arte funerária. Seu titulo de coronel era decorrente da Guarda Nacional, indicando que Cornélio Procópio deve também ter sido um importante político na estrutura política do Império e da República Velha no Estado de São Paulo.

         Ao contrario do que muitos acreditam Cornélio Procópio não foi proprietário das terras do município com cujo nome é homenageado. O dono das terras era seu genro FRANCISCO DA CUNHA JUNQUEIRA que adquiriu a chamada Gleba Laranginha em 1924 após a morte de Cornélio Procópio como já vimos.

         Francisco da Cunha Junqueira resolveu então homenagear o sogro dando seu nome a uma das estações da Ferrovia São Paulo – Paraná que estava sendo construída e que cortava suas terras. Esta Estrada de Ferro já estava sob controle acionário da Paraná Plantations que possuía também a Companhia de Terras Norte do Paraná que seria responsável pela infra-estrutura e venda das terras na região entre as atuais Londrina e Maringá. A Paraná Plantations possuía como um de seus acionistas o Príncipe de Gales, herdeiro do trono britânico, que acompanhado de seu irmão o Duque de York e pai da Rainha da Inglaterra Elisabeth II, fez uma visita aos empreendimentos ingleses no Norte do Paraná (Cornélio Procópio e Jataizinho) em 1931.

         As terras de Francisco da Cunha Junqueira devido a sua extensão receberam duas estações que se tornariam centros urbanos, CORNÉLIO PROCÓPIO como já afirmamos e SANTA MARIANA, esta em referencia a esposa de Cunha Junqueira. Estas denominações decorreram de acordos estabelecidos com a direção da Ferrovia que até onde sabemos não se opôs a isso e teria ainda se comprometido a manter os nomes enquanto funcionasse esta via-férrea.

Ferrovia São Paulo - Paraná construção e projeto
(Fonte: Relatório do Interventor
 do Estado do Paraná 1932-39
Arquivo Publico do Estado)
Construção da ponte ferroviária
sobre o Rio Tibagi em Jataizinho
É possível que a compra das terras pelo genro de Cornélio Procópio tenha sido justamente motivada pela oportunidade de negócios que a perspectiva d construção dessa estrada de ferro que se estendia desde Ourinhos, no Estado de São Paulo, atravessava o Paranapanema atingindo Cambará e seguindo pelo Norte do Paraná. A ferrovia atingiria o rio Tibagi na antiga Colônia Militar do Jatahy (Jataizinho). Transposto o Tibagi, a ferrovia cruzaria toda a imensa gleba da Companhia de Terras Norte do Paraná, valorizando-as sem dúvidas até chegar em Campo Mourão. Seguiria depois para Guairá e vencendo o curso do rio Paraná seu projeto final era fazer a ligação com Assunção, capital do Paraguay. Toda uma imensa área do Paraná e do Paraguai seriam inseridos em uma nova realidade de produção econômica patrocinada pela Ferrovia São Paulo – Paraná e posteriormente Paraguai.

Desta forma diversas cidades desenvolveram-se  no entorno das estações que foram sendo instaladas ao longo desta ferrovia, localidades que receberam os nomes destas mesmas estações, algumas sofreram alterações posteriores, mas as que nos interessam no momento são: Cornélio Procópio e Santa Mariana.

O núcleo urbano de Cornélio Procópio, inicialmente chamado de Quilometro 125, foi planejado em um momento anterior ao estabelecimento do traçado da ferrovia, sendo seu loteamento posteriormente ajustado a ela. A cidade surge e cresce no entorno da Praça Brasil, sendo ali o núcleo administrativo e comercial iniciais da localidade. Em 1926 o loteamento inicial já se encontrava traçado.

O impulso migratório e civilizatório proporcionado pela São Paulo – Paraná foi intenso naqueles distantes anos iniciais da década de 1930. O Distrito Judiciário foi criado pela Lei 526 de 11 de Abril de 1935. A povoação cresceu e desenvolveu-se social e economicamente ao ponto de que em 15 de fevereiro de 1938 ser elevada a condição de Município. O município foi criado pela Lei nº 6.212 de 18 de Janeiro de 1938, desmembrando seu território de Bandeirantes. A Lei nº 6.213, também do mesmo dia 18 de Janeiro de 1938 criou a Comarca de Cornélio Procópio, devidamente transferida de Jataizinho, sendo seu primeiro Juiz o Dr. Antônio Baltazar Júnior, primeiro Promotor Público o Dr. Estevão dos Santos e primeiro Delegado Regional o Sr. Luiz dos Santos. O primeiro prefeito do município foi o Sr. Francisco Lacerda Júnior. Interessante que a mesma lei que criou o município de Cornélio Procópio também extinguiu o de Bandeirantes, situação revertida no dia 24 de janeiro do mesmo ano pelo Decreto nº 6.282.

Era o período da ditadura do Estado Novo conduzido por Getúlio Vargas, uma época especialmente conturbada no Brasil e no mundo quando a Segunda Guerra Mundial se arvorava no horizonte.
A Segunda Guerra Mundial fez surgir no governo brasileiro a preocupação de combater núcleos simpatizantes do Nazismo e do Fascismo dentro do país, como um era originário da Alemanha e outro da Itália, colônias e grupos de migrantes começaram a ser vigiados, além de japoneses. Com o estado de guerra declarado a estes paises, Alemanha, Itália e Japão, proibiram-se logo o ensino exclusivo nos seus idiomas e suas manifestações culturais nas diversas colônias existentes no Brasil. Ao mesmo tempo em que se iniciava uma política nacionalista para desenvolver sentimentos genuinamente brasileiros dentro do país.

Procurava-se dar uma identidade verdadeiramente nacional ao Brasil, com costumes, hábitos, práticas e heróis nacionais. Uma das formas encontradas foi a valorização do passado e das referencias indígenas, possibilidade primeira de ligação comum entre toda a nação e todos os brasileiros. A utilização de nomes indígenas passou então a ser estimulada e sugerida continuamente, sendo que foi nesse contexto que se editou o Decreto-Lei nº 5.901, de 21 de Outubro de 1943, que tratava sobre as denominações dos municípios, comarcas e distritos no país a serem daí em diante criados e ainda abria a possibilidade de alteração e revisão do nomes daqueles que já se encontravam estabelecidos e nomeados. O decreto regulamentava o processo de nomenclatura e possibilitava a sua mudança a cada cinco anos (nos anos terminados por 3 e 8) determinando a utilização preferencial de nomes indígenas.

Semanário "A Tribuna" com a
primeira  referência a Itanguá
(Fonte: Arquivo Loja Maçônica "Cavaleiros de Malta")
No ritmo ditado por essa lei surgiu em Cornélio Procópio no final daquele mesmo 1943 a noticia recorrente de que o nome da cidade seria alterado para uma denominação indígena: “ITANGUÁ”. O novo nome proposto, cujo significado era “PEDRA REDONDA”, teve o apoio de uns e oposição dos muitos que aqui já habitavam há algum tempo. Diversos municípios e distritos paranaenses criados naquele ano foram denominados em concordância com essa lei, a exemplo de Abatia, Apucarana, Andirá, Arapoti, Goioxim, Ibaiti, Itambaracá entre outros, todos denominados por leis e decretos de 1943 com base nessa nacionalização do Brasil.

Artigo de "Pauridias"
criticando o nome Itanguá
(Fonte: Arquivo Loja Maçônica
 "Cavaleiros de Malta")
 
O semanário publicado em Cornélio Procópio, “A TRIBUNA” editado por Nicolau Villas Boas, discutiu em diversos momentos por meio de seus articulistas a proposta de mudança do nome do município para Itanguá. O articulista JORBES em 12 de dezembro de 1943 comentou brevemente a respeito dessa idéia de mudança de nome. Em 1º de janeiro de 1944 foi a vez do articulista “PAURIDIAS” que acreditamos não seja outra senão Paulo Ribeiro Dias, simplesmente não aceitava essa mudança, listando uma série de localidades com o nome “ITA”, ou seja, “pedra” em tupi Guarani. Na verdade ele propunha que se fosse para mudar o nome já estabelecido que o fizessem em respeito a história, a cultura e a economia locais, propunha desta forma que se adotasse a denominação de “CAFERANA”. Julgava Paurídias que ele era mais adequado a realidade da região que era a cafeicultura.

Não sabemos por qual motivo, talvez pelo fato do decreto-lei mencionado estabelecer que a mudança dos nomes das unidades administrativas ocorrerem apenas nos anos terminado por 3 e 8, o projeto “ITANGUÁ” foi esquecido e não mais mencionado nos periódicos locais.
Outra tentativa de mudança do nome do Município de Cornélio Procópio ocorreu novamente no ano de 1946 quando a Guerra havia acabado e a Força Expedicionária Brasileira retornado vitoriosa da Itália. Por breve tempo o nome foi alterado para “MONTE CASTELO”. O Dr. JOÃO THEODORO relatou esse acontecimento no livro do Prof. ATILA SILVEIRA BRASIL publicado em 1988 por ocasião do cinqüentenário de emancipação política do município.

“Ainda durante a minha gestão como Prefeito, surgiu um fato importante. Tendo regressado da Itália a Força Expedicionária Brasileira, da qual faziam parte alguns procopenses, dentre eles Laércio Soares e Wilson Albino, por sentimentalismo, eles se lembraram que Cornélio Procópio está num alto, no ponto culminante da Serra do Laranginha. Lembraram-se da vitória brasileira de Monte Casino. Então, insistiram para que se mudasse o nome de Cornélio Procópio para o de Monte Castelo, que foi também um dos montes tomados pela Força Expedicionária Brasileira. Houve um movimento muito grande, algumas pessoas queriam, outras não” (BRASIL, Átila. Das Origens e da Emancipação do Município. Sem dados tipográficos, 1988).
Campanha da FEB na Itália 1944-45

A disputa a favor ou contra a mudança do nome da cidade deve ter se tornado uma disputa política intensa entre situação e oposição na qual os grupos se digladiavam para mostrar qual possuía mais apoio popular, pois chegava o tempo, após muitos anos, de ocorrerem eleições municipais.

O Prefeito e o grupo situacionista convenceram o Governador MOYSES LUPION que produziu o decreto necessário à alteração. A oposição liderada por JULIO MARIUCCI e GASTÃO VIEIRA DE ALENCAR eram contra mudança e a combateram. LUTGARD MARQUES foi o líder do movimento favorável a manutenção do nome Cornélio Procópio. Segundo João Theodoro o grupo fez protestos e teria chegado a contratar propagandistas de fora da cidade.

Quando o Governador Moysés Lupion veio a cidade para efetivar a mudança, foi surpreendido pela força do movimento e com o envolvimento popular que o pressionava a revogar a alteração. Diante dos protestos Lupion voltou atrás e o nome Cornélio Procópio se mantem até a atualidade. Como forma de compensar o Governador em sua intenção de homenagear a Força Expedicionária Brasileira, Júlio Mariucci comprometeu-se em fundar uma cidade em sua lembrança, o que efetivamente foi realizado com a fundação de SANTA CRUZ DE MONTE CASTELO.
Cornelio Procópio atual (2011) e área onde começou a povoação

(Fonte: Blog História e Informação)

Desconhecemos outras tentativas, pelos menos que tenham tido a repercussão destas duas aqui relatadas, de alterar o nome do Município de Cornélio Procópio.