quinta-feira, 28 de abril de 2011

REPERCUSSÕES DO TEXTO DA VISITA DO PRINCIPE DE GALES A CORNÉLIO PROCÓPIO E “O DISCURSO DO REI”

REPERCUSSÕES DO TEXTO DA VISITA DO PRINCIPE DE GALES A CORNÉLIO PROCÓPIO E “O DISCURSO DO REI”



Entrevista concedida ao jornalista Marcelo Rocha
da RPC/Globo TV Coroados de Londrina
em 31 de Março de 2011

         De longe o O Discurso do Rei, Cornélio Procópio e o Norte do Paraná: Uma Relação de Oitenta Anos" deve ter sido o texto deste blog que mais repercutiu desde que o “História e Informação” foi colocado no ar. Foram mais de dois mil acessos em poucos dias, resultando inclusive em uma reportagem da Rede Paranaense de Comunicação, filiada a Rede Globo de Televisão, divulgada em todo o Estado do Paraná por meio dos programas “Revista RPC” no dia 02 de Abril à noite e “Paraná TV – Primeira Edição” no dia 03 de Abril de 2011.

         Um aspecto curioso é que a gravação da matéria se deu no dia 31 de Março de 2011 pela manhã. Exatamente no dia em que se completavam oitenta anos da chegada do Príncipe de Gales e do Duque de York a Estação Cornélio Procópio, no já distante ano de 1931. Coincidências existem ou o acaso não existe!
Revista RPC
Exibido nas Noites de Domingo
         Posso dizer que receberei até uma premiação pela repercussão e interesse despertado pela reportagem da RPC/Globo, pelo texto e porque não dizer pelo “História e Informação”: o Vereador Emerson Carazzai Fonseca propôs à Câmara Municipal de Cornélio Procópio uma “Moção de Aplauso” que foi devidamente aprovada e que em breve receberei. Também considero como premiação e reconhecimento as conversas que tive com muita gente, em grande parte pessoas que eu nem conhecia e falaram a respeito da reportagem e do trabalho. Fui procurado por estudantes e professores todos interessados ou curiosos, dei entrevistas e falei muito a respeito do trabalho e do blog que, aliás disseram estar "bombando".
(Fonte: Divulgação)
         Quando o escrevi sabia que era um tema interessante mas não imagina que repercutisse de tal forma, fico feliz por produzir noticias positivas envolvendo o nome da cidade de Cornélio Procópio. Isso é um alento para que possamos continuar pesquisando e escrevendo sobre nossa história local, do Norte Pioneiro do Paraná, do Norte Paranaense, do Estado do Paraná em geral e porque não dizer do Brasil. Sempre lembro porque esse episódio me marcou profundamente, e sempre marcará como um incentivo ao trabalho honesto e dedicado, que tempos atrás chegaram a me dizer que por eu não ter nascido em Cornélio Procópio não possuía berço, não era de “família tradicional”, etc, aquela balela toda pseudo-aristocrática. Acho que acabei entrando pela porta da ciência e tenho conseguido manter viva a conversa sobre história, aliás, conversa sobre Cornélio Procópio que afinal não é conversa, é discurso: “O DISCURSO DO REI”.
         Um ex-aluno meu, o Paulo Oliveira, copiou e editou a reportagem da RPC/Globo que pode ser assistida no Youtube no seguinte endereço:





         Obrigado a todos pela repercussão do trabalho e agora com tudo isso a responsabilidade de produzir novos e bons trabalhos aumenta.



segunda-feira, 28 de março de 2011

O DISCURSO DO REI, CORNÉLIO PROCÓPIO E O NORTE DO PARANÁ: UMA RELAÇÃO DE OITENTA ANOS


O Discurso do Rei, Cornélio Procópio e o Norte do Paraná
==== UMA RELAÇÃO DE OITENTA ANOS ====

Prof.Me. Roberto Bondarik
bondarik@utfpr.edu.br
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Campus Cornélio Procópio


O Discurso do Rei
                “O Discurso do Rei” foi em 2011 o grande ganhador do Oscar, premiação máxima do cinema norte-americano tendo recebido as premiações de melhor filme, diretor, ator e roteiro original. Foi considerado pelo público como o melhor filme no Festival de Toronto e recebeu ainda o Globo de Ouro de melhor ator de drama. Particularmente considerei esse filme muito agradável de ver. A história gira em torno do momento em que o Príncipe Albert, pai da atual Rainha Britânica se vê contingenciado a assumir o trono como George VI no lugar de seu irmão Eduardo VIII que renunciara para se casar com uma norte-americana divorciada. Desde criança Albert sofria com uma gagueira que o deixara em má situação toda vez que precisava pronunciar-se em público. Bem no filme vemos como um especialista auxilia o monarca a combater seu problema.
                Mas qual seria a relação desta história de superação com o Norte do Paraná? Digamos que ela é um tanto que pitoresca, uma ilustração que se destaca em seu passado, lembrando pois que, se a História não tivesse utilidade alguma pelo menos serviria para nos entreter e divertir. O Norte do Paraná foi objeto de interesse e visitação dos dois futuros monarcas ingleses cuja vida é retratada neste filme.
                Quando eram príncipes ainda, Edward e Albert estiveram no Brasil, corria o ano de 1931, ambos viajam o mundo como o Príncipe de Gales, herdeiro do trono, e o Duque de York, segundo na linha sucessória. Eles chegaram ao Brasil, desembarcando no Rio de Janeiro em 25 de Março de 1931 e receberam toda a atenção do Governo Provisório de Getúlio Vargas sendo-lhes designado como oficial para atender-lhes a todas as necessidades o General Tasso Fragoso, um dos mais importantes oficiais do Exercito àquele tempo.
Edward
Principe de Gales em 1919 
                A visita oficial à Capital da República durou cerca de três dias e os príncipes hospedaram-se no Palácio Guanabara. Verificaram-se as trocas de visitas protocolares, jantares, recepções bailes no Palácio do Itamaraty e também no local onde os visitantes se hospedavam. Quando se dirigiram depois a outros estados a visita foi considerada de carater semi-particular e houve recepções semelhantes as do Rio de Janeiro.
                Ao final dos três dias os visitantes seguiram até São Paulo e de São Paulo seguiram para o Norte do Paraná, conforme especificado no Relatório do Ministro de Estado das Relações Exteriores do Brasil, no ano de 1931, página 18 e seguintes:
                              
De São Paulo, os Príncipes seguiram para o Norte do Estado do Paraná em visita às terras da Companhia “Paraná Plantations”. Essa parte do programma foi arranjada de accôrdo com o desejo de sua Alteza Real de conhecer as propriedades da referida Companhia ingleza”.

Albert - Coroado como George VI
Pai da Rainha Elisabeth II
Como Duque de York acompanhou
o Principe de Gales ao Brasil
                Um dos funcionários da “Companhia de Terras Norte do Paraná”, subsidiaria da “Paraná Plantations” registrou essa interessante visita que marcou o período inglês na construção da Ferrovia São Paulo – Paraná e da ocupação da região onde hoje se ergue a cidade de Londrina. Segundo Gordon Fox Rule, o Príncipe de Gales, que se tornaria Eduardo VIII, era um grande acionista da “Paraná Plantations”, decorrendo daí seu interesse em conhecer as terras e as histórias que já deviam ser-lhe afamadas.
                A visita dos príncipes concentrou-se em Cornélio Procópio, que era naquele momento apenas uma estação ferroviária entregue havia pouco tempo, em 1º de dezembro de 1930, com uma povoação que dava seus incipientes passos. Havia aqui pátio de manobras, depósitos e os alojamentos dos engenheiros e condutores da construção da ferrovia que se estendia em direção a Jataizinho e as margens do Tibagi. Segundo Atila Silveira Brasil o relato sobre essa visita vale pelo seu aspecto pitoresco, pois os ingleses quase nada deixaram de sua breve passagem e permanência forçada nas terras da cidade que ainda seria erguida. Ficaram a ferrovia e as lembranças que vão se esvaindo.
                O relato mais interessante que temos dessa visita do Príncipe de Gales e do Duque de York a Cornélio Procópio e ao Norte do Paraná é justamente de Atila Silveira Brasil em seu livro “Das Origens da Emancipação do Município” (pagina 54-55), que versa sobre Cornélio Procópio.
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E O PRINCIPE CHEGOU
               Era março de 1931.
               No casario de madeira, construído pelos ingleses no aclive frontal da Estação Cornélio Procópio, havia grande alvoroço, preparando a recepção da real visita.
Arco de boas vindas ao Principe de Gales
e ao Duque de York em Cornélio Procópio em 1931
(Fonte: Blog Ferrovia São Paulo - Paraná)
               Colocaram no portão do condomínio fechado um enorme arco de madeira com a saudação “WELCOME” iluminada por lâmpadas elétricas.
               Na estação, o jovem agente também tomava suas providencias para aquela recepção.
               Lá pelas 11 horas, chegou o trem especial da Sorocabana, com a comitiva visitante. Os trens utilizados pela Estrada de Ferro São Paulo – Paraná eram bem menores, pois a estrutura dos trilhos não suportava excesso de peso. O trem especial entrou apitando, lento, no pátio da estação. O agente comandou a parada do trem, enquanto a comitiva de recepção, formada por ingleses, técnicos e poucos empregados da Companhia, preparava-se para receber o Príncipe de Gales.
Funcionários, familiares e moradores
sob o arco de boas vindas momentos
antes da chegada dos Principes
(Foto: Acervo Átila Silveira Brasil)
               Suspense na chegada. O trem permaneceu fechado durante alguns minutos. Então sua porta se abriu e começaram a descer os visitantes. Primeiro desceu Lord Lovat, depois Arthur Thomas e em seguida o Príncipe de Gales. Jovem claro, olhos e cabelos castanhos, de cerca de um metro e oitenta de altura, trajando um safári cáqui, de calças curtas, e com um chapéu caça-leão, modelo africano. Aparentava ter 30 anos [na verdade tinha 36].
               Feitas as apresentações, com os naturais beija-mão dos estrangeiros, os visitantes se encaminharam para as casas dos ingleses, onde ficava o escritório da Companhia de Colonização Norte do Paraná.
               Houve grande decepção, pois o sistema elétrico do arco com a saudação WELCOME falhou. Entraram e naturalmente foram tratar de negócios, pois o Príncipe era um dos acionistas da Paraná Plantations, financiadora da Companhia de Terras Norte do Paraná. Ele não veio em visita oficial, por isso não houve o natural aparato de segurança que acompanha os visitantes oficiais.
Estação Cornélio Procópio em 1932
(Fonte: http://www.estacoesferroviárias.com.br)
               Depois de duas horas, retornaram à estação. Decidiram ir a pé até à ponta da linha, que estava no Catupiri. Quando lá chegaram, o Príncipe que era grande atleta, decidiu que voltaria correndo até Cornélio Procópio. Não adiantaram as afirmações da longa distancia. O Príncipe correu e chegou normalmente, dando provas de sua grande vitalidade. Carros foram improvisados para trazer os suarentos ingleses do Catupiri, pois eles vinham caminhando com dificuldades entre os dormentes e as pedras do leito da ferrovia.
               Enquanto esperava seus companheiros, o Príncipe sentou-se num banco da plataforma e começou a conversar em português com o agente Antônio Marques Júnior. O agente surpreendeu-se com esse conhecimento real da língua portuguesa. Pediu informações sobre a qualidade das terras, sobre as madeiras das matas, sobre as principais lavouras, principalmente sobre o algodão, e até sobre leis. Segundo declarações do próprio Antônio Marques Júnior, “Como conhecia tudo isso, expliquei para ele”.
Mapa da Ferrovia São Paulo - Paraná
(Fonte: Blog Ferrovia São Paulo - Paraná)
               Depois o Príncipe disse que ia descansar so seu trem especial. Mas não foi. A comitiva foi até Jatay de carro, onde estava o grupo inglês preparando-se para o loteamento de Londrina. Conforme testemunha, o Príncipe foi recebido com usa comitiva em Jataizinho, pelo administrador dos ingleses, Elias Dequêch, permanecendo ali algumas horas, suficiente para participar da festa de batizado de Paulo, filho de Elias.
               Retornou o Príncipe de Gales tarde da noite. Depois de jantar, quase à meia-noite, despediu-se e o trem especial se pôs em marcha.
               Este relato vale mais pelo pitoresco, do que pelo seu valor histórico, pois os ingleses nada deixaram de sua curta permanência forçada em nossa Cornélio Procópio.
               O Príncipe de Gales tornou-se, em 1936, Rei Eduardo VIII da Inglaterra e no mesmo ano renunciou à coroa, para não renunciar ao amor de uma plebéia.
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                É bem plausível que os príncipes britânicos não tenham podido vislumbrar a frondosa Aruacária, pinheiro símbolo do Estado do Paraná, uma vez que adentraram em seu território pelo Norte. Tivessem vindo pelo Sul e com mais tempo, na época certa poderiam até ter conhecido seu fruto e quem sabe mesmo ter provado de suas matizes combinadas com diversas carnes no prato que conhecemos como entrevero.
Peroba-Rosa sendo serrada (desdobrada)
 em serraria do Norte do Paraná
(Fonte: Blog Ferrovia São Paulo - Paraná)
                É certo porém que o então Príncipe de Gales e o Duque de York tenham vislumbrado o porte, a altivez e a agradável coloração da Peroba-Rosa, árvore que por sua vez pode muito bem ser o símbolo do Norte do Paraná. Os visitantes chegaram em um momento em que a exploração dessa madeira encontrava-se se não em seu auge, pelo menos em ritmo bastante acelerado, com cidades florescendo e crescendo às margens da Ferrovia São Paulo – Paraná. A região cheirava a pó-de-serra e este possuía o aroma peculiar da Peroba-Rosa.  A incipiente indústria de beneficiamento da madeira, desdobrava milhares de metros cúbicos ao dia, enviando por via-férrea os caibros, vigas, sarrafos e tábuas que produzia para os mercados consumidores de São Paulo e Rio de Janeiro. Cidades que cresciam também em ritmo acelerado. Nós é permitido então concluir que Edward e Albert tenham também sentido o aramo e o perfume da Peroba –Rosa recém derrubada e desdobrada.

                Podemos fixar a chegada e a permanência dos Príncipes a Cornélio Procópio por volta de 29 ou 30 de Março de 1931, pois chegaram a Fazenda Morrinhos em 02 de Abril, conforme publicado pelo site “Estações Ferroviárias”. Nesta fazenda os ingleses pararam para descansar da viagem, neste lugar passaram todo o dia, participando de caçadas e festas esportivas.
Príncipe de Gales caçando na Fazendo Morrinhos
(Fonte: http://www.estacoesferroviarias.com.br)
Em 2 de abril de 1931, o Príncipe de Gales, o futuro Eduardo VIII, e seu irmão Jorge, o futuro Jorge VI da Inglaterra, estiveram na estação de Paula Souza [próxima a Botucatu – SP]. Os príncipes, de acordo com o correspondente da revistaNossa Estrada, Benvindo Lobo, vieram "fazer uma visita e realizar uma caçada de perdizes na fazenda Morrinhos, de propriedade doSr. Lineu de Paula Machado. Às 8 horas dava entrada nessa estação (Paula Souza) o grande especial de Suas Altezas, que era composto de 9 carros e conduzido pela locomotiva 809, tendo como maquinista João Antonio e chefe de trem Filenno Bucci. O desembarque da comitiva se deu às 13 horas, estando SS. AA. acompanhados pelas seguintes pessoas, (entre outras) (...) Dr. Lineu de Paula Machado, Dr. João Teixeira Soares, (...) Carlos Chagas, (...) e Dr. Gaspar Ricardo Junior, chefe da 4ª divisão, que representava a Sorocabana. Logo após o desembarque, dirigiram-se todos ao "Haras Expedictus" da fazenda Morrinhos, onde visitaram suas principais instalações. O pavilhão de caça, destinado exclusivamente a SS. AA., foi transformado em acomodações, decoradas finamente. (...) A excursão terminou às 23 horas e (...) Às 23:27, partiu desta Estação o Especial de SS. AA., com destino a São Paulo (...)" (Revista Nossa Estrada nro. 27, 1931).

                Os príncipes foram ainda até Belo Horizonte, onde os futuros Eduardo VIII  e George VI visitaram a mina de ouro de Morro Velho, em Nova Lima, mineradora pertencente também a britânicos. Retornando ao Rio de Janeiro passaram mais uma semana hospedados no Copacabana Palace Hotel, dedicando-se a assuntos particulares, visitas a empresas e istituições; Em São Paulo visitaram o Instituto Butantã, no Rio de Janeiro no Instituto Oswaldo Cruz, nos estaleiros da Ilha do Vianna, no Hospital dos Enfermeiros e o Colégio Anglo-Americano. Constou que essa visita incentivou muito o estudo da língua inglesa no Brasil.
                Por fim após receberem diversas condecorações do Governo Brasileiro e retribuir também com outras do Império Britânico, o Príncipe de Gales e o Duque de York partiram do Brasil, a bordo do navio “Arlanza”, em 12 de Abril de 1931. Deixaram a lembrança de sua visita e essa relação que pode ser apontada agora entre o premiado “O Discurso do Rei”, a cidade de Cornélio Procópio e o Norte do Paraná.

FONTES:
BRASIL, Átila. Das Origens da Emancipação do Município. [s.d.t]: Cornélio Procópio, 1988;
ESTAÇÃO PAULA SOUZA. Disponível em < http://www.estacoesferroviarias.com.br/p/paulasouza.htm > Acesso em 15 de Março de 2011;
REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL. Relatório do Ministro de Estado da Relações Exteriores no Ano de 1931. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1934. 


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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Cidades e Vilas Desaparecidas do Norte Pioneiro do Paraná: ESPIRITO SANTO DO ITARARÉ


Cidades e Vilas Desaparecidas do Norte Pioneiro do Paraná
==== ESPIRITO SANTO DO ITARARÉ ====

Prof.Me. Roberto Bondarik
bondarik@utfpr.edu.br
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Campus Cornélio Procópio


                Dando continuidade a um texto anterior onde tratei sobre a localidade de São José do Cristianismo, desta feita abordarei outra cidade desaparecida do Norte Pioneiro do Paraná: Espírito Santo do Itararé, próxima a atual Ribeirão Claro e hoje sob as águas do lago artificial que abastece a Usina Hidrelétrica de Chavantes-SP. Usarei neste texto informações baseadas principalmente na obra de Ruy Chistovam Wachowicz – “Norte Velho, Norte Pioneiro” (WACHOWICZ, Ruy Chistovam. Norte Velho, Norte Pioneiro. Curitiba: Gráfica Vicentina, 1987, 178pp.). Mesmo assim ainda são poucas as informações que possuo sobre a formação desta localidade que podemos dizer tenha sido um dos embriões do Norte do Paraná.

                A antiga Espírito Santo do Itararé foi erguida na região próxima da confluência do Rio Itararé com o Paranapanema, a ocupação desta área data do século XIX, relatos nos informam que nas primeiras décadas daquele século uma mulher, provavelmente mineira havia ali se fixado junto com seu marido. Conhecida como Maria Ferreira, ela frequentemente levava alguns produtos e principalmente peles de animais para serem trocadas em Piraju-SP, para tanto fazia uso dos dois rios que eram navegáveis, descia o Itararé e depois subia o rio Paranapanema. Ao que consta seu marido, que era caçador, deveria ser um foragido da policia, pois nunca se aproximava da cidade quando Maria Ferreira para lá ia comerciar.

                No local onde Maria Ferreira habitou desenvolveu-se um porto, à margem esquerda do Rio Itararé, que recebeu o nome desta sua primeira habitante. Próximo ao porto, posteriormente em terras que pertenciam a Fazenda Taquaral desenvolveu-se o núcleo urbano de Espírito Santo do Itararé. A primeira doação de terras para a formação deste patrimônio data de 1894, mas é evidente que já havia ocupação urbana desde muito tempo antes disso. Com o avanço da ferrovia Sorocabana pelo vale do Parapanema e com a possibilidades de transporte assegurada, a cafeicultura avançou e atingiu o Norte do Paraná. O afluxo de pessoas aumentou cada vez mais e empurrou a colonização para o oeste.

                Um novo centro urbano acabou surgindo nas margens do riacho Ribeirão Claro, em terras mais altas e livres do mal que, a exemplo de São José do Cristianismo, também assolava Espírito Santo do Itararé, a malária e outras doenças palustres.

                Espírito Santo do Itararé foi sede de município, teve Igreja, delegacia postos de serviços do Governo Estadual, força policial, etc. A Loja Maçônica “Amor a Virtude" Nº 0776 do Grande Oriente do Brasil, fundada em 21 de Dezembro de 1901,  ali funcionou por um certo tempo e chegou a ter um razoável número de membros cuja participação pode ser identificada em diversas outras oficinas pelo Norte do Paraná pelo menos até a década de 1950.

                Em grande parte devido a malaria e a insalubridade do local, grandes algozes destes povoadores pioneiros, Espírito Santo do Itararé foi se esvaziando em prol de Ribeirão Claro. Em 13 de maio de 1908 a sede da municipalidade foi solenemente transferida para a aquele lugar, inclusive com a devida mudança na denominação para Município de Ribeirão Claro. A cerimônia contou com a presença de autoridades estaduais, locais e de Jacarezinho, município vizinho que já vicejava há algum tempo. E em 1911 foi instalada a Comarca de Ribeirão Claro cuja foto se encontra abaixo.


Autoridades presentes à instalação da Comarca de Ribeirão Claro em 1911

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Combate de Quatiguá no Youtube

Há um ano e meio atrás fiz esse pequeno filme com algumas fotos e slides sobre o Combate de Quatiguá durante a Revolução de 1930. Eu o postei aqui no blog, porém ficou muito pequeno o quadro, como eu o havia colocado no Youtube, em duas partes, coloco a seguir os dois endereços dos filmes:

= Primeira Parte =








= Segunda Parte =



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Transferência de Comando da Terceira Divisão de Exercito - Santa Maria - Rio Grande do Sul

Dia 04 de Fevereiro de 2011 participei da cerimônia de transferência de comando da Terceira Divisão de Exercito em Santa Maria no Rio Grande do Sul. Assumiu o comando da Divisão que tem a alcunha de "Encouraçada" o General de Divisão Sergio Westphalen Etchegoyen, que por sua vez é neto de Alcides Gonçalves Etchegoyen o vencedor do Combate de Quatiguá em Outubro de 1930.

A cerimônia transcorreu no quartel do Regimento Mallet de Artilharia, chamado de "Boi de Botas", unidade que a exemplo da 3ª Divisão de exercito fez sua história na Guerra da Triplice Aliança, nome mais garboso para a Guerra do Paraguai.

A cerimônia em si me transmitiu bastante força mas ao mesmo tempo é simples sem deixar de ser garbosa. Fiquei bastante impressionado com a organização e harmonia da apresentação que se seguiu.

Aproveitei para desenvolver minhas pesquisas em Porto Alegre e também visitar alguns pontos de Santa Maria e conhecer esse importante centro que foi extremamente estratégico para a Revolução de 1930 e consequentemente para todo o contexto que se visualizou depois no Estado do Paraná.

Na ocasião pude conhecer e conversar pessoalmente com o Comandante do Exercito, General Enzo; com o comandante da 5ª Região Militar aqui do Paraná, General Adhemar e é lógico com o General Sergio Etchegoyen que assumia o comando da Divisão Encouraçada. 

Coloco na seqüencia as fotos que tirei junto com o General Enzo, o General Adhemar, com o General Etchegoyen e por fim da tropa formada durante a cerimônia:







terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

CORNÉLIO PROCÓPIO - Km 125 da Ferrovia São Paulo - Paraná

==== CORNÉLIO PROCÓPIO ====
KM 125 DA FERROVIA SÃO PAULO - PARANÁ

Prof.Me. Roberto Bondarik
bondarik@utfpr.edu.br
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Campus Cornélio Procópio



Uma pergunta pode povoar a mente dos menos avisados a respeito do primeiro nome da cidade de Cornélio Procópio – Km 125: "Mas que Km 125 afinal de contas"? ... Da ferrovia podemos responder com toda a segurança!
A cidade de Cornélio Procópio surgiu e desenvolveu-se as margens da Ferrovia São Paulo/Paraná Ferrovia esta também detentora de interessante história que se confunde ou funde-se com a própria história do Norte do Paraná.
Projetada e iniciada nos anos de 1920, a "Ferrovia São Paulo/Paraná", fazia parte de um projeto de capitalistas de São Paulo, visando um objetivo maior de atrair para aquele Estado toda a produção de café que já se iniciava no Norte do Paraná, e também toda produção agrícola que porventura surgisse na região.
A ferrovia não se limitaria apenas ao Norte do Paraná, uma vez que cortaria todo o Estado de forma diagonal até Guaíra, as margens do Rio Paraná. Vale salientar que seu início é na cidade de Ourinhos (SP), como um ramal da ferrovia denominada Sorocabana. De acordo com os projetos e idéias originais, de Guaíra a ferrovia se prolongaria até Assunção, capital do Paraguai. Era como dissemos um projeto grandioso, e também caro e dispendioso. Vencer o sertão não era o principal problema, mas sim convencer investidores e angariar capitais.
Para a construção da ferrovia, havia necessidade de autorização ou concessão do Governo Federal, fator que não era problema, pois o mesmo era influenciado por São Paulo e Minas Gerais, dentro daquilo que se convencionou chamar "política do café com leite".
Quem obteve a concessão foi o grupo econômico liderado por Antônio Barbosa Ferraz, que fez construir o primeiro trecho da ferrovia ligando Ourinhos a Cambará, até uma importante fazenda do grupo. Devido a falta de capitais a construção ficou estacionada nessa localidade por um bom tempo.
A solução para a construção viria através da venda das ações da ferrovia para empresários ingleses, atraídos pela fertilidade e disponibilidades das terras no Norte do Paraná. Diga-se de passagem a possibilidade de bons lucros foi o melhor argumento.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

CORNÉLIO PROCÓPIO - As Origens do Município


==== CORNÉLIO PROCÓPIO ====
As Origens do Município

Prof.Me. Roberto Bondarik
bondarik@utfpr.edu.br
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Campus Cornélio Procópio

A Cidade de Cornélio Procópio, e consequentemente o município, foram fundados em terras que pertenciam a Francisco da Cunha Junqueira, inseridas em uma gleba denominada Fazenda Laranjinha. Junqueira comprou essas terras em 1923. Era comum que fazendeiros paulistas e mineiros comprassem terras nessa região, quer fosse para projetos de loteamentos e colonização, quer fossem para esperar a valorização destas glebas para posterior venda a terceiros.
Francisco Junqueira era um político paulista, e como tal envolveu-se na Revolução Constitucionalista de 1932, ao lado de seu Estado. Como foram derrotados, Francisco Junqueira acabou sendo deportado pelo Governo de Getúlio Vargas para Portugal. Em dificuldades financeiras, vendeu suas terras aqui no Paraná para a empresa de loteamentos formadas pelo Coronel Francisco Moreira da Costa e Antônio de Paiva. Antes porém. Junqueira planejou o parcelamento das propriedades de deixou planejados dois núcleos urbanos, denominados Santa Mariana em homenagem a sua esposa, Mariana e Cornélio Procópio em homenagem a seu sogro.
                No intervalo entre a venda das terras por Junqueira e a posse da empresa Paiva & Moreira, algumas ruas começaram a ser ocupadas sem obedecer qualquer planejamento, ou seja algumas construções rústicas começaram a ser erguidas, fugindo ao padrão urbanístico previamente estabelecido. Os novos proprietários reordenaram a ocupação urbana e com a chegada de Ferrovia a cidade passou a crescer e a desenvolver-se. Vale a oportunidade para lembrar que os primeiros lotes urbanos foram vendidos em torno da Praça Brasil, sendo que ali na esquina da Rua Quintino Bocaiúva e Av. XV de Novembro, encontra-se o marco inicial da cidade.
                A população inicial, era originária principalmente de São Paulo e Minas Gerais. Os primeiros colonizadores e desbravadores eram atraídos principalmente pela fertilidade da terra, tida como umas das melhores do Brasil. Essa fertilidade era propagada em diversas regiões. Fato interessante dos primeiros tempos de Cornélio Procópio, foi a "propaganda enganosa", se é que podemos dizer, realizada pelos ingleses, que eram donos da Ferrovia São Paulo/Paraná e das terras a oeste do Rio Tibagi, onde desenvolveu-se a cidade de Londrina. Em seus panfletos de propaganda, os ingleses constantemente aumentavam a altitude de suas terras e baixavam a das terras vizinhas de seus concorrentes. Isso se dava pelo fato de que as terras aqui da região eram procuradas para o plantio de café, cuja geada, pior inimigo, ocorre mais forte em terras baixas.
                Cornélio Procópio cresceu rapidamente, dependendo administrativamente de Bandeirantes. No ano de 1938, portanto a 62 anos, uma comissão formada por moradores resolveu pleitear a emancipação política e a criação de um novo município. Faziam parte dessa comissão entre outros: José Paiva, Oscar Dantas e Américo Ugorini, que utilizando-se de um documento onde se colocavam os motivos da criação do Município, elaborado por Benjamin Soto Maior, que era administrador da Cia Barbosa, foram a Curitiba ter uma audiência com o Interventor (Governador) do Estado naquela época, Manoel Ribas.
                Portando credenciais e cartas fornecidas pelas Empresas Matarazzo de São Paulo, que possuíam uma Fazenda na região, e uma carta pessoal de apresentação da própria filha de Manoel Ribas, a comissão foi recebida e expôs seus motivos e intenções.
Desta maneira, o Município de Cornélio Procópio acabou sendo criado pelo decreto nº 6.212, de 18 de janeiro de 1938, sendo que a implantação do Município deu-se dia 15 de fevereiro daquele mesmo ano, mais ainda, na mesma oportunidade, Manoel Ribas transferiu a sede da Comarca de Jataizinho para o novo município. Cornélio Procópio de simples povoado passou a sede de Município e sede de Comarca, tudo no mesmo dia.
                Desde sua emancipação política Cornélio Procópio vem crescendo e se destacando no cenário regional, como o demonstra o fato de ser sede dos núcleos regionais de diversas secretarias estaduais, como a da Educação, da Agricultura, do Trabalho, da Saúde, bem como de serviços e agências também estaduais e federais.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Curdos no Norte do Paraná

Estou publicando novamente este texto sobre a tentativa de remoção de populações curdas do Iraque e sua fixação no Norte do Paraná na década de 1930.

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==== CURDOS NO NORTE DO PARANÁ ====

Prof.Me. Roberto Bondarik
bondarik@utfpr.edu.br
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Campus Cornélio Procópio


                 A História do Norte do Paraná, é cheia de curiosidades, algumas até esquecidas, ou pouco lembradas. Fato interessante foi o da tentativa inglesa de fixar povos curdos aqui na região. Os mesmos curdos que até hoje lutam para se tornar independentes da Turquia e do Iraque, cujo líder acabou preso recentemente provocando protestos desse povo por toda a Europa.

Na mesma época em que o grupo inglês liderado por Lord Lovat adquiria terras no Norte do Paraná, companhias inglesas descobriam petróleo no norte do Iraque. Esse pais era à época uma possessão britânica, e a região em questão habitada pelos curdos que eram um povo belicoso, guerreiro e inquieto que não aceitavam o domínio inglês, nem a exploração estrangeira das suas terras. Portanto para explorar o petróleo, havia necessidade de remoção dos curdos para outra região.

Para resolver o problema, o Príncipe de Gales, que era um dos acionistas da Companhia de Terras Norte do Paraná, e Lord Lovat ofereceram em 1933, de forma sigilosa, suas terras no Norte do Paraná à Liga das Nações, em forma de arrendamento. Atitude que logo seria também apoiada secretamente pelo governo brasileiro, chefiado à época por Getúlio Vargas, uma vez que o Brasil esta endividado com Bancos Ingleses.

No ano seguinte, 1934, o assunto foi parar nos jornais. Uma forte campanha contraria a essa imigração foi desencadeada pela imprensa curitibana, sindicatos, associações de operários, entidades de profissionais liberais pressionavam o governo de Getúlio Vargas, para que voltasse atrás. Houveram reações de intelectuais, principalmente a Ordem dos Advogados do Paraná, e também de alguns professores da Universidade do Paraná.

Os motivos alegados ou as idéias básicas utilizadas na “Campanha contra a imigração dos assírios”, eram os mais variados iam desde ataques ao imperialismo britânico até a manifestações do mais puro racismo.

O governo brasileiro que através do Ministério das relações exteriores já havia dado seu aval para a imigração acabou por voltar atrás diante de tanta pressão. A própria Cia de Terras Norte do Paraná, desistiu do negócio, sob as alegações de que a localização daquela gente no coração de suas terras viria desvalorizar o restante da propriedade, mais de 400.000 alqueires.

                Diante da situação de extrema pressão em que se encontrava, e com a possibilidade real de uma grande desvalorização financeira de seu projeto, a Cia de Terras Norte do Paraná retornou a seus antigos objetivos, ou seja, a venda de terras:

                Quanto aos curdos, encontram-se ainda hoje sem o domínio efetivo de suas terras, divididos entre a Turquia o Iraque e a ex-União Soviética, sem poder constituir um Estado livre.

                A Companhia de Terras Norte do Paraná, passou então a vender em regime de pequenas propriedades, os 13.166 quilômetros quadrados de terras que haviam sido adquiridas de particulares, grileiros e posseiros e do próprio patrimônio do Estado do Paraná, as chamadas “Terras Devolutas”.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

São José do Cristianismo - Considerações de Jairo José Barbosa

Recebi hoje um e-mail de Jairo José Barbosa que fez considerações e importantes apontamentos a respeito do texto sobre as Cidades Desaparecidas do Norte Pioneiro, em especial de São José do Cristianismo que é ligada a de São José da Boa Vista. Aliás Jairo Barbosa tem realizado pesquisas sobre esse minicipio, bem a mensagem por ele enviada é por sí só um documento e importante relato histórico. Peço a participação de todos que desejarem contribuir com nossa história com seus conhecimentos ...

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HISTÓRIA DE SÃO JOSÉ DA BOA VISTA

De: Jairo Jose-Barbosa
Data: 14 de janeiro de 2011 11:53


Bom dia Professor e parabéns pela iniciativa.

Meus bisavós paternos: José Libânio de Oliveira e Manoel José Barbosa, eram coroneis contemporâneos do também coronel Tico Lopes e fizeram parte dessa história no final do século XIX e início do século XX, e passaram muitas informações para meu saudoso avó Bráulio Libânio de Mesquita. Mais recentemente, também meu tio, político reconhecido no norte pioneiro até 1980, Leopoldo José Barbosa, fez história nesse município, onde foi prefeito e elegeu sucessores por algumas vezes.

Já faz alguns anos realizando um trabalho de coletar dados em cidades como Castro, Brasópolis e Itajubá em Minas Gerais, além de outras fontes de pesquisas, que de condições de resgatar uma das principais histórias do Paraná, que passa por São José do Cristianismo sucedida por São José da Boa Vista, alguns poucos quilômetros de distância. Todo esse trabalho, cedi recentemente ao Município, para a realização de um livro em comemoração à sua emancipação política que será em outubro de 2011. (50 anos de sua segunda fase como município).

Apenas uma observação, embora se afirmem que São José do Cristianismo tenha sido fundada em 1848, existem dados em Brasópolis, Minas Gerais, que Domiciano Correa Machado, já em 1842, apenas mantinha sua fazenda em Brasópolis (antiga São Caetano da Vargem Grande) e já teria iniciado a Freguesia de São José do Cristianismo, inclusive com a construção de um trapiche à margem esquerda do Rio Itararé. Essa localidade é atualmente denominada Capela Velha, e fica dentro da Fazenda de Nerzio Barbosa, onde ainda é possível encontrar algus vestígios dessa antiga cidade.  E mais, São José da Boa Vista, esta sím, teria sido fundada em 1848, alguns quilômetros mata a dentro, em direção à região atual de Wenceslau Bráz e Tomazina, tanto que o fundador de Tomazina veio em seguida à Domiciano Correa Machado.

Em 1853, é fato concreto que já existia Freguesia de São José da Boa Vista, tanto que começava a herdar toda a população da decadente São José do Cristianismo.


Caso queira fazer uma vista, no blog de Lu Fiedler, no seguinte endereço: http://lu-fiedler.blogspot.com   existem algumas informações que também podem lhe interessar sobre São José da Boa Vista.

O texto principal da história de São José da Boa Vista, que me referi acima, talvez até venha publicálo também nesse blog, por enquanto, aguardando o que a Prefeitura irá fazer.

Se tiver mais alguns dados históricos e puder nos passar, será um prazer encaminhar para que o mencionado livro possa também citá-lo como um colaborador.

Essa história atualmente, não é mais somente de São José da Boa Vista, fará parte de outras diversas cidades do norte pioneiro, que tenho certeza, não será possível sem antes, decifrar da melhor forma possível sua gênese.

Mas, uma coisa é certa, São José do Cristianismo foi o início, e a segunda na lista, foi sem dúvida São José da Boa Vista, logo em seguida.

Cordialmente.


Jairo.