-------------------------------------------------CONFRONTOS ARMADOS DA REVOLUÇÃO DE 1930 NO PARANÁ: O COMBATE DE QUATIGUÁ
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-------------------------------------------------A participação brasileira na Segun da Guerra Mundial, combatendo nos campos da Itália entre 1944 e 1945, constituiu a maior experiência do Exército Brasileiro em nossa contemporaneidade. Mas poucos são os estudiosos que têm se debruçado sobre o verdadeiro universo da Força Expedicioná ria Brasileira (FEB). Fala-se de uma guerra que se desenrolou fora do país, da qual os mais velhos já não se lembram mais e que é totalmente desconhecida pelos mais jovens, uma vez que a FEB não está nos livros didáticos e parte dos estudiosos demonstra reticência em relação à pesquisa feita entre os historiadores militares. Também colaboram para esse esquecimento a posição política de muitos, além da arraigada disposição dos historiadores profissionais em não discutir temas militares, fruto das relações conturbadas entre o meio estudantil e o regime militar implantado em 1964.
Os diários de guerra dos soldados brasileiros foram, durante muito tempo, considerados ufanistas demais e, por isso, deixados de lado pelos pesquisadores. Mas uma leitura mais atenta pode ser reveladora sobre a história nacional, a declaração de guerra aos países do Eixo em 1942, a convocação dos soldados e o embarque para a Itália. Nessa visão, os diários podem se tornar fontes primeiras, pois estão longe da descrição fria do relatório meramente técnico, mostrando o cotidiano da guerra, o espírito de companheirismo, a visão do soldado sobre as patrulhas que partiam para o front, além da fragilidade ao sair pelos campos minados, no enfrentamento a um inimigo aguerrido e experiente em diversas frentes, seja no Norte da África ou na Rússia.
Em seus testemunhos, os soldados brasileiros registraram momentos de grandiosidade na guerra, especialmente pelo atendimento às populações italianas que a tropa ia encontrando pelo caminho, alimentando velhos, mulheres e crianças. Os expedicionários prestaram socorro médico aos menos assistidos, numa verdadeira ação humanitária, tão pouco praticada por outros exércitos. A vivência com a população rendeu diversos casamentos entre brasileiros e italianas, bem como laços de amizade que jamais foram esquecidos.
Na polifonia de vozes que se intercruzaram no cotidiano, mais as ações pela militarização dos jovens e a formação cívica dos cidadãos, buscaram os veteranos da FEB expressar em seus escritos um momento vivido.
Mas não é apenas o momento da guerra que está presente nesses diários; o perfil dos velhos guerreiros denota uma preocupação sobre os acontecimentos que afetam o país. O espírito cívico prevalece nas posturas e nos comentários, com grande preocupação pela cidadania. Pelos diários percebe-se uma crítica contundente, não somente ao comando, mas à ditadura imposta pelo Estado Novo e a censura do Departamento de Imprensa e Propaganda de Getúlio Vargas. Muitos se questionavam, pois combatiam no exterior por uma liberdade que não encontravam em seu próprio país.
Na onda que varre a memória do nosso país, buscaram os veteranos da FEB registrar suas memórias em busca de um sentido histórico, mostrando à juventude de hoje os ideais de ontem, expressos nos relatos dos acontecimentos, em uma missão que eles dizem ser permanente. Des cor tinam-se nos diários de guerra dos soldados brasileiros que combateram na Itália retalhos de histórias, fragmentos da me mória, na voz dos atores que ajudaram a engendrar suas histórias. São conexões da memória pública, abalizada pela me mória individual e coletiva, herdadas ou construídas pela memória nacional, que oferecem aos pesquisadores uma inesgotável fonte para a compreensão da história recente brasileira.


Filme com um slide show, imagens e fotos sobre o Combate em Quatiguá durante a Revolução de 1930.
Prof. Ms. Roberto Bondarik (bondarik@utfpr.edu.br)
O PARANÁ EM 1930
[Cartaz da campanha das eleições presidenciais de 1930. Getúlio Vargas candidatou-se pela Aliança Liberal - Imagem: Revista do Globo-PUC-RS]
Havia na década de 1920 um contraste entre as regiões que formam o Paraná: nos Campos Gerais destacava-se a pecuária extensiva; no Sul, a exploração da madeira baseada na Araucária (Pinheiro do Paraná) e também a extração da erva-mate nativa; em Curitiba concentravam-se as atividades voltadas ao beneficiamento da madeira e da erva-mate extraídas no interior; No Norte Pioneiro vicejavam diversas atividades econômicas que iam do cultivo de café em Cambará e Ribeirão Claro, passando pela criação extensiva de suínos (safra) em diversas cidades da região, chegando a extração de carvão mineral em Siqueira Campos e Ibaiti. O Norte Novo de Londrina e Maringá ainda estavam despontando no cenário paranaense.
A REVOLUÇÃO DE 1930
Com altos e baixos a depressão americana se estendeu até 1938, levando à violenta retração do comercio internacional, à queda acentuada dos preços e à suspensão de empréstimos e investimentos. As exportações brasileiras de café diminuíram muito, a partir de 1929-1930 num momento em que os estoques internos eram altos. O mercado norte-americano, nosso principal comprador de café, praticamente fechou. Com isso os preços internacionais do produto caíram para um terço dos preços normais, e não havia capital para o financiamento das exportações (TEIXEIRA, 1991, p.162).
Na Republica Velha, as opções para os candidatos derrotados eram amargas: reconhecer a vitória do adversário, contentando-se com uma fatia menor no bolo do poder, ou continuar na oposição, arrostando uma perseguição implacável. Em 1930, porém, os derrotados controlavam três governos estaduais. Era menos que o suficiente para eleger um presidente, porém mais que mera influência civil (CALDEIRA, 1997, p.259).
[...] o Paraná pela sua situação geográfica, pelo civismo de seu povo, não poderia ficar indiferente a essa ação coletiva de reivindicação dos direitos nacionais. A conspiração revolucionária espalhava-se por todos os recantos do país. Urgia acelerar a reação o quanto antes para impedir a posse do novo governo. No dia 14 de junho de 1930, por intermédio do Capitão Djalma Dutra, recebi as credenciais verbais do meu antigo companheiro de Escola Militar dr. GetúlioVargas, para organizar no Paraná um movimento de apoio ao que ia se realizar no Sul, Minas e Norte do país. Embora se tratasse de uma missão árdua e de alta responsabilidade, e já decepcionado com os fracassos sucessivos de tantas reações, aceitei essa pesada incumbência, conseguindo o apoio de alguns oficiais da guarnição [...] (TOURINHO, 1980, p.80).
O PARANÁ NO CAMINHO DA REVOLUÇÃO
A adesão do Paraná foi quase a vitória da Revolução. Pela sua situação geográfica e pela unidade de vistas do povo e da guarnição militar do Exercito, o seu concurso à causa foi dos mais inestimáveis. Após a vitória da manhã de 05 de outubro [de 1930] às 13 horas desse dia, entrei em franca ligação pelo telégrafo com o chefe da revolução, dr. Getúlio Vargas, dando-lhe conta das ocorrências mais importantes e das medidas tomadas para garantia do movimento revolucionário. Dele recebi o primeiro telegrama, que dizia: “Porto Alegre, 5 – Major Tourinho. Curitiba. Paraná. Bravo! Bravo! Marcho com o Rio Grande ao vosso encontro. Vamos todos. Exercito e povo. Abraços. Getúlio Vargas” (TOURINHO, 1983, p.83).
[...] houve um impasse militar na fronteira com São Paulo [e Paraná], perto da cidade de Itararé. A batalha ai travada teve características aparentemente modernas, com trincheiras em toda a frente de combate, arame farpado, ninhos de metralhadoras e artilharia (YONG, 1979, p.26).
O NORTE PIONEIRO PARANAENSE DEFLAGRADO
[...] seguindo para Porto União, de onde marchamos na segunda composição para a Colônia Mineira, onde junto com o Cap. Marinho empossamos as autoridades ficando nossa composição em Colônia Mineira e seguindo a primeira para Affonso Camargo sob o comando do Cap. Marinho (PRADO, 1931, p. 000).
Foram os primeiros combatentes revolucionários que se aproximaram da fronteira. Por isto, os que primeiro se mediram com os que desceram de São Paulo. Atingindo a estação férrea de Jaguariaíva, onde a estrada se bifurca, deixaram a direção de Itararé para a direita e rumaram para Colônia Mineira [Siqueira Campos-PR], à esquerda. Atingiram-na sem tropeço. E não perderam tempo. Continuaram avançando, sempre pela via férrea. Transpuseram a estação Catiguá [Quatiguá-PR] e prosseguiram para Affonso Camargo [Joaquim Távora-PR]. Afinal aqui [...] tiveram contato com os primeiros adversários (LEITE, 1931, p.151).
derrota nos rebeldes que se aprestavam em atacal-a, avançando até Colônia Mineira (O ESTADO DE SÃO PAULO, 12 out. 1930, p.1).O seu dispositivo esfrangalhou-se, o pânico se manifestou em suas fileiras, veiu a desordem e a confusão. A ninguém mais seria dado conter aquella tropa cheia de terror, cujo pensamento único era fugir e cuja fuga era cortada pelo fogo das nossas metralhadoras pesadas que a fusilava em massa. As populações das cidades e villas, ao longo da via férrea Quatiguá - Jacaresinho, são testemunhas do estado de desmantello e desmoralisação das tropas adversárias em fuga, as quaes tomadas de pavor e viajando em caminhões incendiavam, com auxilio de gazolina, as pontes e pontilhões ao longo da estrada, afim de evitar a perseguição de nossa tropa e destruindo a dinamite de uma maneira bárbara as pontes lançadas sobre o Paranapanema e incendiando todas as balsas, botes e canoas existentes nos diversos passos daquele rio, abandonando em definitivo naquella região, o Estado do Paraná. (VÉRAS, 1933, p. 34).
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E FONTES:
Domingues teria participado das ações das tropas federais na região. Segundo ele em 05 de agosto de 1932, próximo a ponte ferroviária sobre o Rio Jacaré, próximo a Jacarezinho, o General Paim enfrentou os paulistas e os fez recuar no final do dia 07 pela estrada de Ourinhos. Outros combates ocorreram ainda entre os dias 22 de setembro e 03 de outubro, como o da Fazenda Laranjal e Porto Maria Ferreira (hoje sob as águas represadas do Rio Itararé). As tropas federais, gaúchos em sua maioria, transpuseram Cambará, ultrapassaram o Rio Paranapanema chegando a Salto Grande onde bloquearam a ferrovia, fato que impediria a fuga do Estado Maior e lideranças constitucionalistas para o Mato Grosso e paises vizinhos, gerando isso um ataque mal sucedido de um trem blindado paulista.“Puxando o Norte para o nosso coração”, este era o objetivo de Manoel Ribas ao mandar construir a Estrada do Cerne, ligando o Norte do Paraná a Curitiba. Passando por Pirai do Sul e chegando até Jataizinho, a estrada tinha por objetivo puxar para o coração do Paraná aquelas que eram consideradas as mais férteis do mundo, o Norte do Paraná, procurando afastar a influência de São Paulo. E assim o fez.
Alem da fertilidade das terras, percebemos ainda o grande potencial de crescimento econômico que Norte do Paraná. Contatamos ainda aquilo que ele não possui e atrasa seu desenvolvimento. Um desenvolvimento e crescimento que depende cada vez mais de boas e seguras estradas. Independente de aumentarmos a discussão sobre a natureza da gestão das estradas, devemos ponderar que nossas rodovias nos afastam do coração do Paraná, nos afastam de uma integração maior e de melhores oportunidades de negócios.
Temos diferenças históricas e culturais com outras regiões do Paraná, diferenças que não nos afastam. Aquilo que realmente nos afasta do coração do Paraná é a constatação de que em uma economia que se fez dependente de caminhões, de ônibus e de automóveis, ainda não exista uma rodovia corretamente duplicada ligando Londrina e Maringá até Ponta Grossa. Que igualmente não existam rodovias adequadas ligando Jacarezinho, Santo Antonio da Platina, Ibaiti e Wenceslau Braz ao coração do Paraná. Até Cascavel e Guarapuava estão isoladas.
O Norte do Paraná foi construído com o trabalho arduo de pessoas que conseguiram transformar esta região em um celeiro de oportunidades. Não desejo cobrar apenas da classe política, que sozinha, não terá nunca condições para trazer o progresso. É chegada a hora da sociedade, organizada, conduzir ações para o nosso desenvolvimento. A sociedade somos nós, escolas, faculdades, universidades, organizações não governamentais, Cooperativas, Igrejas, Clubes de Serviço, Sindicatos, Associações Comerciais e Industriais, Sociedades Rurais, Lojas Maçônicas, etc, onde tenha alguém com o pé-vermelho. Precisamos de pessoas com a visão de negócios necessária para iniciar uma campanha para duplicação de nossas estradas, queremos estar juntos ao coração do Paraná, como paranaenses que somos esse é um sentimento enobrecedor, com dignidade para progredir. Se nos derem o mínimo, corremos atrás do máximo, alcançamos e venceremos como sempre. Com justiça e perfeição. Duplicação Já! Na Rodovia do Café, no Cerne e na PR-092.
No domingo (19/06), a Folha de Londrina relembrou um o mais traumatizante evento de nossa história. Em 18 de Julho de 1975, há trinta anos, ocorria a Geada Negra, que erradicou a cafeicultura no Estado do Paraná. Naquela ocasião muitos não tiveram discernimento da amplitude dos problemas causados e das conseqüências que seriam geradas por esta geada, talvez ainda hoje muitos ainda não tenham essa compreensão.

Revistas e jornais daqueles dias mostram o frio europeu que atingiu o sul do Brasil. Em Curitiba ainda se relembra e comemora a neve daquela ocasião. No norte, onde o café era a principal atividade econômica, o frio intenso assumiu ares de tragédia, não sobrou espaço lembranças alegres. Haviam ocorrido geadas fortes em 1963, 1964 e 1966, prenúncios da maior de todas. No dia seguinte, a Folha afirmava que os cafeicultores estavam de luto, mas os órfãos, a história mostra isso, eram a população do Norte, em especial os colonos, os pequenos proprietários, os comerciantes, as cidades, todos aqueles que se relacionavam direta ou indiretamente com a cafeicultura. Foram todos atingidos em seu modo e no seu estilo de vida, tivemos de reaprender a viver.
Com as lavouras destruídas era preciso recuperar os prejuízos. As terras eram caras, precisavam continuar lucrativas, plantou-se soja, trigo e milho, principalmente. A mão-de-obra necessária era a mínima possível para as novas atividades. As colônias das fazendas começaram a se desfazer, os não proprietários passaram a se fixar nas cidades da região, muitos viraram bóias-frias. Londrina era sempre a melhor opção, surgiram bairros imensos, grandes conjuntos habitacionais como o “Cincão”. Outros foram para Curitiba e São Paulo. Próximo a Campinas, existem bairros inteiros habitados por gente que se orgulha e chora de saudade, por ser do Paraná. Para aqueles que já eram proprietários, optaram em vender o que possuíam e comprar novas terras em regiões livres do frio, assim hordas de paranaenses rumaram a Mato Grosso, Rondônia e Acre. Rapidamente Rondônia virou um Estado. Mato Grosso virou dois, no do norte estão muitos dos nossos antigos vizinhos.
Dizem que foi o maior fluxo migratório em tempos de paz, o êxodo rural norte-paranaense retirou do Estado quase 2,5 milhões de pessoas na década de setenta e 1,6 milhão na década de 1980, segundo dados do IBGE. Não é surpresa, cidades da região perderem lugar no ranking das mais populosas da região Sul.
Talvez tenha sido a Geada Negra de 1975, o maior golpe da história na economia e na sociedade do Paraná, um acontecimento que precisa ser estudado, explicadas as suas conseqüências. Buscamos, tateando, ainda hoje uma nova identidade econômica. Pessoalmente acredito que a solução de nossa economia e a construção de nossa riqueza se encontra na terra, em novas culturas e atividades, com a industrialização derivando, também, dessas atividades.
Há sessenta anos, em 08 de Maio de 1945, oficialmente quando a Alemanha Nazista se rendia de maneira incondicional. Iniciada em 01 de Setembro de 1939, quando os nazistas invadiram a Polônia, a Segunda Guerra Mundial moldou o mundo como o conhecemos hoje.
Após seis anos de conflitos cerca de 60 milhões de pessoas perderam a vida, dentre os quais seis milhões de judeus nos campos de extermínios (um milhão e meio de crianças). O Holocausto dos judeus sempre permanecerá como a lembrança mais terrível deste conflito, dizem que sua lembrança poderá nunca ser apagada, pois ocorreu não nos grotões esquecidos e primitivos do mundo atrasado, mas sim na civilizada e requintada Alemanha.
O nazismo com a sua ameaça de destruição reuniu do mesmo lado os “liberais capitalistas” norte-americanos, os “imperialistas” ingleses e os “comunistas” soviéticos, estavam lado a lado, apesar de se repelirem mutuamente. Os Aliados representam a melhor prova daquilo que o ser humano é capaz quando se sente ameaçado em sua existência. Forjada da necessidade e do desespero surgiu a Vitória na Europa, e dela o mundo que viveu a Guerra Fria, que apesar das crises, assistiu a uma convivência entre Estados Unidos da América de um lado, e União das Republicas Socialistas de outro, conduzindo seus aliados.
Parece repugnante a idéia de que progressos foram obtidos com a Guerra, porem, os alicerces do mundo contemporâneo surgiram desse conflito. As idéias de ajuda humanitária entre as nações, o auxilio econômico internacional, os Fóruns Globais para discussão entre as nações dos mais diversos temas (da educação a condição feminina), a idéia de economia internacional e mercado global e o principal, a criação de tribunais internacionais para punir crimes de guerra.
Muitos avanços tecnológicos também puderam ser obtidos Destacamos: o Radar que hoje auxilia na aviação civil; a Penicilina, produzida em serie na guerra; o avião a jato, desenvolvido pelos alemães; a energia nuclear; o helicóptero; o computador, sem qual hoje nossa realidade seria no mínimo diferente e; o foguete. O Brasil conseguiu a construção e a tecnologia para a produção de aço necessária para operar a Usina Siderúrgica Nacional de Volta Redonda-RJ (CSN).
O ser humano é capaz de aprender, ou não, com seus erros. Hoje um conflito com as proporções da Segunda Guerra Mundial, seria bem mais difícil de acontecer, não impossível. Porém seus resultados seriam muito mais catastróficos. Esperamos que a lembrança daqueles sacrificados nos campos de batalha, nas câmaras de gás, nas águas do oceano, sirva para que possamos construir um mundo mais justo e mais perfeito.