segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Fotos Históricas e de paisagens culturais - Brasil - Paraná e Norte Pioneiro e Norte do Paraná

Iniciamos a publicação de diversas fotos históricas e culturais, algumas delas comparativas, de momentos específicos da História do Brasil, do Paraná e de suas regiões Norte e do Norte Pioneiro.
Estas fotos foram selecionadas dentro de um projeto de ensino de História do Paraná.
Algumas delas já foram divulgadas por redes sociais diversas ao longo desse ano de 2013.

Antigo Posto de Gasolina em Quatiguá - Paraná
(década de 1940)


Colégio Estadual "Miguel Dias" em Joaquim Távora - Pr. Seu nome homenageia o fundador da cidade falecido em 1929 meses antes da criação municipio que recebeu o nome inicial de Affonso Camargo (Foto de Janeiro de 2013)

Na foto esta anotado que é o primeiro trem a chegar a Estação Quatiguá (próxima da serra ou serro do Quatigual) em 1923. Pode-se perceber a estação ainda em construção e uma numerosa população que já se fazia presente. A estação ficava bem no divisor de águas e das fazendas "Jaboticabal da Barra Grande" e "Chapada" que possuíam os dois núcleos urbanos que deram origem à atual Quatiguá - Pr .

Primeira representação pictórica de Curitiba por volta do momento da emancipação da Provincia do Paraná em 1853. A aquarela é de John Henry Elliot, norte-americano radicado no Brasil desde garoto, sertanista e mapista do Barão de Antonina e explorador do Norte do Paraná no século XIX. 


Guaratuba-Pr em 1930

Igreja Matriz de Ribeirão Claro sendo construída na década de 1920.

Inauguração da Estação Affonso Camargo (Joaquim Távora-Pr) em 1923

Inauguração da estação ferroviária de Quatiguá em 1923 - Ramal do Paranapanema

Instalação da Comarca de Ribeirão Claro - Pr em 1911

Museu Paranaense no Palácio São Francisco em Curitiba
(foto de 2013)




segunda-feira, 4 de março de 2013

CORNÉLIO PROCÓPIO – GLEBA CONGONHAS - MAIS UM POUCO DE SUA HISTÓRIA



CORNÉLIO PROCÓPIO – GLEBA CONGONHAS

MAIS UM POUCO DE SUA HISTÓRIA

Prof.Me. Roberto Bondarik
bondarik@utfpr.edu.br
Universidade Tecnológica Federal do Paraná


            Apesar das origens do município de Cornélio Procópio remontarem ao século XIX quando foi estabelecida da Posse do Rio Congonhas pelo Barão de Antonina, a ocupação efetiva de seu território tem seus registros a partir do final dos anos 20 do século passado.
            A posse Congonhas foi vendida no final do século XIX pelos herdeiros do Barão de Antonina e deu origem a Fazenda Congonhas que posteriormente seria loteada com nome de Gleba Congonhas. É fácil estabelecer quais eram os limites dessas terras, basta imaginarmos que elas abrangiam as duas margens do Rio Congonhas até o divisor de águas com o Rio Laranjinha. As terras cujas águas escoavam para o Congonhas pertenciam a essa gleba. Assim sendo parte do território urbano de Cornélio Procópio lhe pertenciam além é claro do Distrito de Congonhas e Leópolis.
            Segundo dados fornecidos pelo Professor Átila Silveira Brasil em seu livro, a posse do Barão de Antonina foi firmada em 1846 quando a seu mando os sertanistas Joaquim Francisco Lopes e John Henry Elliot exploraram o sertão do Rio Tibagi em busca de um caminho fluvial para a Província do Mato Grosso. Os dois sertanistas mapearam o Rio Congonhas ou “das Congonhas” nesse ano e o batizaram com esse nome por possuir em sua nascente muita erva-mate, chamada de “congonha” pelos paulistas. A posse se iniciava em São Jerônimo e acompanhava as margens do Congonhas até o Rio Tibagi. Consta que John Henry Elliot desejava fundar a Colônia Militar que foi estabelecida em Jataizinho nesse local, próximo de onde é a Ponte Nova em Sertaneja por ser o local abrigado das enchentes constantes, repentinas e violentas que haviam no Rio Tibagi.

Mapa com a extensão original da Gleba Congonhas em destaque em vermelho(Detalhe do Mapa de Romário Martins editado por Roberto Bondarik) 
            Em 1891 os herdeiros do Barão de Antonina venderam suas terras ou parte delas, desocupadas em sua grande extensão para Ildefonso Mendes de Sá. Essa Gleba também se iniciava em São Jerônimo,passava por Santa Cecília com os mesmos limites da bacia do Congonhas. Essa gleba deu origem a Fazenda Congonhas cuja existência é comprovada também pelos mapas que mostram os limites da Colonia Militar do Jatahy naquela época. Englobava também o território de Urai.
            A Fazenda Congonhas foi comprada em 1893 por Olegário Rodrigues de Macedo e José Marcondes de Albuquerque. No ano de 1900 Olegário tornou-se o único proprietário da Fazenda ao comprar a parte de seu sócio. Em 1902 a Fazenda Congonhas mudou novamente de dono sendo comprada por José Pedro da Silva Carvalho. Mesmo mudando de mãos por diversas vezes acreditamos ser difícil que algum deles tenha se fixado nestas terras ou produzido sua ocupação. Era muito comum àquele tempo que fazendeiros e investidores de Minas Gerais e de São Paulo comprassem terras, em grande extensão, no Norte do Paraná. A falta de estradas e outros meios de transporte tornavam os preços mais baixos e atrativos, estas fazendas cujos direitos eram garantidos pelos documentos de posse eram mantidas por meio de documentos, recibos e escrituras, com certeza não eram ocupadas por seus donos legais ou seus prepostos.
            A situação da região começou a mudar quando foi planejada a construção da ferrovia que vindo de Ourinhos em São Paulo teria por objetivo atingir a Assunção, capital do Paraguai. A Ferrovia São Paulo Paraná como foi denominada iria dotar o Norte do Paraná de um meio de transporte eficiente e rápido para aquele tempo, capaz de conduzir grandes volumes de carga e pessoas. A possibilidade de venda das fazendas existentes na área para aqueles que desejavam plantar algodão ou café era muito grande. Imagina-se a volorização das terras cortadas pela “linha do trem”.
Mapa da Ferrovia São Paulo - Paraná
            A ferrovia começou a ser construída e logo ligava Ourinhos a região de Cambará, mais precisamente a fazenda que pertencia a Companhia Agrícola Barboza, de propriedade de Antonio Barboza Ferraz e seus filhos Bráulio e Leovegildo. Construir ferrovia era algo muito caro e de difícil execução, em 1924 os Barboza Ferraz e seus sócios venderam seus direitos sobre a pretensa linha para um grupo de investidores britânicos que eram no Brasil liderados por Lord Lovat. Os britânicos foram atraídos, segundo Nelson Dácio Tomazi em seu livro, pela possibilidade de comprar as terras devolutas da margem esquerda do Rio Tibagi e depois dividi-las em lotes e revendo-os a pequenos proprietários depois de organizada a região com o transporte ferroviário, vias vicinais, estradas de rodagem e centros urbanos planejados. Pode ter sido o negócio imobiliário dos mais rentáveis do mundo destaca alguns pesquisadores. As terras por onde passaria a ferrovia foram adquiridas por investidores paulistas e mineiros antes mesmo que os ingleses assumissem a estrada e anunciassem a compra das terras que dariam origem a Londrina e Maringá por meio da Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP), subsidiaria da britânica “Paraná Plantations”.
Composição da Ferrovia São Paulo - Paraná
            Desta forma a A região Norte do Estado do Paraná compreendida pelas terras à Oeste do Rio Tibagi, foi efetivamente incorporada ao cenário produtivo nacional a partir das décadas de 1920 e 1930. Fruto de um grande investimento imobiliário no qual se faziam presentes investidores brasileiro mas principalmente britânicos. A venda das terras e o estabelecimento das condições logísticas e de infra-estrutura necessárias para a efetiva ocupação e plena exploração econômica somente foram efetivados com investimento e a presença do capital financeiro britânico. Os empresários britânicos conduziam projetos semelhantes em diversas partes do mundo, investindo em mineração, agricultura e logística. Empreendimentos que haviam caracterizado o período vitoriano daquele país.

Trecho da Estrada Cornélio Procópio - Santa Amélia(Foto: Roberto Bondarik - 13 de Julho de 2012)
            O projeto da CTNP não visava apenas ao projeto imobiliário, que pelas informações que possuíam, seria bastante lucrativo. Os ingleses também queriam uma ferrovia, pois nesta área tinham muita experiência em todo o mundo. A CTNP desenvolveu suas atividades durante este período (conhecido como fase inglesa da colonização do Norte do Paraná) e desde o inicio fez intensa propaganda no Brasil e no exterior onde elaborou a um discurso que reforça aquele sobre as maravilhas da região, do progresso e da riqueza ali existente, visando antes tudo trazer compradores para as terras que havia adquirido até então.
            Dentro da perspectiva da construção da Ferrovia São Paulo-Paraná, em 13 de outubro de 1923, José Pedro da Silva Carvalho vendeu a Fazenda Congonhas à Companhia Agrícola Barbosa, por trezentos contos de réis como afirma o Professor Átila. Mas posse ou os direitos acabaram sendo contestados por outras pessoas que se julgavam a proprietárias da área. Isso era comum naquele tempo em que a grilagem de terras era comum ou mesmo de boa fé o registro duplo ou triplo de um mesmo terreno. A Companhia Barboza contratou o advogado paulistano Francisco Morato, que seria fundador do Partido Democrátido de São Paulo e grande articulador da Revolução de 1930 como apoiador de Getúlio Vargas. Francisco Morato conseguiu assegurar os direitos dos Barboza. A gleba da Fazenda Congonhas começou a ser medida, loteada e vendida antes mesmo da chegada dos trilhos da ferrovia a Cornélio Procópio cuja instalação do núcleo urbano estava planejada desde 1924, porém em outra gleba, a Laranjinha de posse de Francisco da Cunha Junqueira. Mas a efetivação das vendas nessa área ocorreria apenas depois de 1932 quando ela foi comprada pela Companhia Paiva e Moreira.

Construção da ponte rodoviária sobre o Rio das Cinzas entre Andirá e Bandeirantes em 1929
(Fonte: Jornal "A República" - Curitiba, 12 de Dezembro de 1929)

           Para dar início à venda dos lotes da Fazenda Congonhas foi preciso abrir uma estrada de rodagem que vinha desde Cambará, passava por Andirá, cruzava o Rio das Cinzas, atingia Carvalhópolis (Abatiá), Santa Amélia e chegava as margens do Laranginha. Cruzando esse rio entrava pelo bairro Igarapava e seguia até onde hoje é a torre da Embratel na saída de Cornélio para Nova Fátima. Nesse ponto tinha início a Gleba da Fazenda Congonhas e em algum lugar as margens da estrada foi erguido o Armazém Velho, feito com tábuas já usadas e trazidas de Cambará. Nesse lugar ficava um administrador encarregado de levar os compradores até seus lotes. A estrada ainda passava por Cornélio e seguia até Congonhas. Possuindo o mesmo traçado da estrada velha até aquele distrito. Cruzava o rio, atingia a Serra do Herval e por fim chegava a Jataizinho, chamada à época de Jatahy. Sua abertura foi concluída definitivamente com as pontes em 1929.
            Esta estrada foi paga pelo Governo do Estado do Paraná e executada pela Prefeitura de Cambará, mesmo as terras pertencendo ao Município de Jacarezinho. Detalhe que o prefeito de Cambará era Braulio Barboza Ferraz, filho de Antonio Barboza e um dos sócios da Companhia Agrícola Barboza que se beneficiou do projeto. O jornal “A República”, de Curitiba publicou reportagem a respeito da construção da ponte sobre o Cinzas em 1929, mostrando sua foto na edição do dia 12 de dezembro daquele ano. A base da ponte é ainda a mesma que foi construída naquele tempo apesar dela hoje ser em concreto. Trata-se da ponte da estrada de terra próximo de Andirá.
Distrito de Congonhas em Cornélio Procópio, efetivamente foi por aqui que teve inicio a colonização deste Município 
Fonte: Roberto Bondarik - 12 de Julho de 2012)

          Pela estrada de rodagem Cambará – Jataizinho chegaram os primeiros pioneiros que efetivamente passaram a viver e produzir no que é hoje o município de Cornélio Procópio. Essa ocupação teve início por Congonhas e acreditamos os primeiros compradores e moradores tenham sido em grande parte ex-colonos das fazendas dos Barboza em Cambará e no Estado de São Paulo.

Cornélio Procópio - 2013(Fonte : Roberto Bondarik)

            Nossa história precisa ser estudada e contada para que seja conhecida e respeitada. Esse é o tributo que devemos à memória e ao esforço dos pioneiros que deram origem a esse rincão do Norte do Paraná.

domingo, 23 de dezembro de 2012

A VEZ DA ÉTICA NAS EMPRESAS


           No rastro das novidades que foram sendo introduzidas no ambiente de trabalho pelo processo de globalização, o Brasil acolhe agora uma preocupação que já vai avançada pelo mundo afora a ética nas empresas.

O Brasil foi então atingido por este rastro imenso de novidades e inovações, sendo que muitas das quais ainda não foram inteiramente e completamente assimiladas. Como já foi colocado, uma destas novidades é uma preocupação sócio-comportamental que faz parte de uma profunda discussão que já vai bastante avançada pelo mundo. Trata-se da questão do tratamento que vem sendo dispensado a ética dentro das empresas a chamada Ética Empresarial, Ética Organizacional ou ainda Ética Managerial. “(...) No Brasil, registra-se uma preferência pelo uso das expressões ética nas organizações ou organizacional e ética nos negócios, provavelmente pela mencionada influência do idioma inglês que utiliza [as expressões ‘business ethics’ e ‘organizational ethics’] (...)”. (ZOBOLI, 2001, p.5)

         Procurar demonstrar as diversas áreas que abrangem ou que sejam abrangidas pela ética nas organizações empresariais. Apontar e identificar, estudar e compreender aquilo que pode então ser considerado ético ou mesmo anti-ético, bem como as diversas aplicações da ética e sua análise na sociedade principalmente no âmbito do trabalho e da atividade profissional e também dentro das organizações empresariais que caracterizam nossa civilização, apresenta-se portanto como um dos objetivos primordiais deste trabalho.
A necessidade de se determinar quais seriam os comportamentos e atitudes que podem ser considerados ideais, necessários e principalmente adequados para a vida e convivência em grupo, e que, desta forma sejam, portanto, também considerados morais ou imorais, tornou-se um constante em todas as sociedades, culturas e civilizações ao longo da história.
Os seres humanos convivem em sociedade e a convivência nos desafia de maneira constante ao enfrentamento de situações e que a busca de respostas para a questão - “Como agir em relação aos outros?”- torna-se uma necessidade urgente e primordial. Questionamento este que é muito fácil de ser levantado, mas que apresenta uma extrema dificuldade em ser respondido. Esta busca pela resposta é, apresenta-se pois como a questão central da Ética e da Moral.
Desde que o homem adquiriu consciência sobre a necessidade da vida em grupo e teve o necessário discernimento sobre a importância da convivência em sociedade, como essência do processo civilizatório.
Os fatores considerados básicos para que existam as condições de socialização e de sociabilidade, que se percebem desde os primórdios da humanidade, praticamente tornaram a "Questão Ética e Moral" preocupação constante e essencial para toda a humanidade[1].
A preocupação dos valores exigidos para a vida em sociedade, tomaram novamente um impulso principalmente após o advento do capitalismo na segunda metade da Idade Média[2], quando novamente evidente ocorreu uma centralização da vida urbana[3], tornando-se as cidades centro da vida social e econômica. Ocorreu a intensificação do comércio e a afirmação dos novos paradigmas que caracterizaram a modernidade, que também colocaram diante do ser humano diversos novos questionamentos.
Os administradores de empresas, os executivos[4], elegeram o comportamento concebido e entendido como ético como um fator essencial para o desenvolvimento estratégico de suas organizações e consequentemente para obtenção de competitividade e da conquista da lucratividade:

"(...) Percebe-se que a discussão ética vem assumindo posição de centralidade nas reflexões desenvolvidas no campo do Pensamento Estratégico, quer seja pelo crescente volume de literatura dedicado ao tema quer seja pela grande preocupação das organizações e da mídia quanto a temas como assédio sexual no trabalho, discriminação por raça, gênero ou opção ideológica, relações organização-comunidade, controle de corrupção, entre outros. Nesse cenário, a figura do gerente aparece em destaque, não só porque seria um ator organizacional diretamente responsável pelas ações estratégicas definidas e implementadas pelas empresas, mas sobretudo dado à sua capacidade de imprimir ao ambiente organizacional um novo posicionamento ético. No entanto, alguns desafios se impõem ao desenvolvimento efetivo de uma reflexão e ação realmente éticas dos estrategistas organizacionais." (TEODÓSIO, 2000, p. 55-58)

Como uma das organizações não governamentais, mantida por empresas e empresários, interessadas na difusão de um comportamento ético, podemos destacar a atuação do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social[5], sediado na cidade de São Paulo. Este Instituto tem se destacado por seu trabalho como um dos mais atuantes na divulgação dos conceitos e comportamentos considerados como éticos, ou ,que ainda sejam, dentro do possível desejáveis e socialmente responsáveis dentro do meio empresarial brasileiro.
A discussão da ética é de extrema importância na conduta e comportamento das organizações empresariais frente ao mercado ao redor de todo o mundo. Trata-se da tentativa de estabelecer tipos de conduta aquilo que não está devidamente estabelecido ou suficientemente claro e corretamente exigido pela legislação vigente. Trata-se também de estabelecer aquilo que pode ser considerado certo ou aquilo que pode ser considerado errado nas ações que não se enquadram dentro da lei. Trata-se de buscar compreender e traçar os princípios e determinar os padrões que irão servir de orientação para o comportamento no mundo dos negócios[6].

REFERÊNCIAS:

SERAFIM, Maurício Custódio. A Ética No Espaço De Produção: Contribuições da Economia de Comunhão. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2001;

TEODÓSIO, Armindo dos Santos de Sousa. Ética & Estratégia: Variáveis Centrais Numa Equação Complexa no Campo Gerencial. Puebla, México: XIII Congresso Latino Americano de Estratégia - Del Pensamiento a la Accion Estratégica (SLADE), 2000, p. 55-58;

ZOBOLI, Elma Campos Pavoni. A Ética nas Organizações. São Paulo: Instituto Ethos, Reflexão ano 2, nº 4, março 2001;





[1] "(...) Desde a Antigüidade clássica, a ética é objeto de reflexão e debate nos mais variados campos do conhecimento, sendo a filosofia sua disciplina por excelência. Mas nem sempre essas discussões chegam ao grande público, o que contribui para a confusão que gira em torno da idéia da ética. Assim como a estética é percebida pelo senso comum na máxima "gosto não se discute", a ética, da mesma maneira, é entendida de uma forma estranha ao seu próprio conceito pela grande maioria das pessoas". (SERAFIM, 2000:p 17)

[2] Séculos XII a XV, principalmente (N.A.)

[3] Em seu apogeu no século II de nossa Era, também o Império romano tinha a parte principal de sua vida e existência centrada nas cidades e nas diversas aglomerações urbanas.

[4]  Chamados também, todos eles de “Managers” (Gestores). (N.A.);

[5] Maiores informações sobre a atuação do Instituto, bem como suas publicações podem ser encontradas no site disponível no endereço ;

segunda-feira, 23 de julho de 2012

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A Revolução Constitucionalista no Norte Pioneiro do Paraná

Nesta semana completaram-se oitenta anos da Revolução Constitucionalista de de 1932. ocorreram combates no Norte Pioneiro do Paraná. Aproveito para reeditar o texto que publiquei aqui no Blog em 2008. 


Nove de Julho de 1932: A Revolução Constitucionalista no Norte Pioneiro do Paraná

Em 09 de julho de 1932 iniciava-se em São Paulo a Revolução Constitucionalista. A Guerra Paulista marcaria profundamente toda uma geração naquele Estado, mobilizando políticos, empresários, estudantes, homens e mulheres em um movimento que se estenderia até 03 de outubro daquele ano. Dias atrás uma personagem de novela de época lembrou sua atuação costurando uniformes e cachecóis para a tropa paulista.
Sob a reivindicação de uma constituição para o Brasil e o fim do Governo Provisório de Getúlio Vargas levantaram-se aqueles alijados por este do poder, aliados a outros que almejavam o controle do Estado de São Paulo e sentiam-se ludibriados pelos vencedores da Revolução de 1930. Foram meses de mobilização e mortes em várias frentes de combate.
Foi o Paraná palco dessas ações, a exemplo do que ocorrera na revolução anterior em 1930. A começar por forças do 5º RCD de Castro que se uniu aos paulistas em Itararé, como haviam feito em 1930. Outro fato a ser destacado foi o caso de acadêmicos de Curitiba que seguiram a pé pelo litoral e Serra do Mar, desde Antonina até São Paulo. Por fim as ações de combate verificadas no Norte Pioneiro do Estado, chamado à época de Ramal do Paranapanema em referência à ferrovia que corta a região de Jaguariaiva até Ourinhos-SP.
As ações no Norte Pioneiro ficaram sob o comando dos Generais João Francisco e ElisiárioPaim, sendo que este liderava uma coluna de provisórios da Brigada Militar Gaúcha. Estas tropas federais tinham o seu quartel-general em Wenceslau Braz enquanto os paulistas constitucionalistas ocupavam Ribeirão Claro, Jacarezinho e Cambará, invadidos a partir de Ourinhos e Xavantes. Tais informações encontram-se presentes em artigo de jornal escrito por Luiz Ignácio Domingues, documento preservado por mãos habilidosas e cuidadosas na Biblioteca Pública do Paraná. Intitulado "Centenas de Vidas Foram Sacrificadas na Aventura da Revolução Constitucionalista" o artigo foi publicado pelo  Jornal "O Estado do Paraná" em 1º de Dezembro de 1974. 

Domingues teria participado das ações das tropas federais na região. Segundo ele em 05 de agosto de 1932, próximo a ponte ferroviária sobre o Rio Jacaré, próximo a Jacarezinho, o General Paim enfrentou os paulistas e os fez recuar no final do dia 07 pela estrada de Ourinhos. Outros combates ocorreram ainda entre os dias 22 de setembro e 03 de outubro, como o da Fazenda Laranjal e Porto Maria Ferreira (hoje sob as águas represadas do Rio Itararé). As tropas federais, gaúchos em sua maioria, transpuseram Cambará, ultrapassaram o Rio Paranapanema chegando a Salto Grande onde bloquearam a ferrovia, fato que impediria a fuga do Estado Maior e lideranças constitucionalistas para o Mato Grosso e paises vizinhos, gerando isso um ataque mal sucedido de um trem blindado paulista.
Outras tropas ocuparam a região da Pedra Assassina diante de Ourinhos até que aquela cidade fosse também ocupada. Há que se lembrar que a passagem entre Riberão Claro – Xavantes continuava impedida pela Ponte Alves de Lima, destruída desde a Revolução de 1930.
Uma síntese do que foram os combates no Ramal do Paranapanema e o pelo que passaram os combatentes, pode ser conhecida pela ordem do dia da Coluna João Francisco e reproduzida por Domingues:
O que foi a marcha e travessia do Paranapanema, o que foram os dias de inquietação e de sacrifícios, sob a inclemência do tempo, sem calçados, sem agasalhos, quase nus, parcamente alimentados, sob intensa e violenta fuzilaria na defesa da ponte metálica para Ourinhos, não poderei eu dizer, que horas tais vivem-se, sentem-se, depois de se ter vivido, mas não se pintam, nem se descrevem”.


Fonte: DOMINGUES, Luis Ignácio. Centenas de Vidas Foram Sacrificadas na Aventura da Revolução Constitucionalista. Jornal "O Estado do Paraná", 1º de Dezembro de 1974. (Original disponível no acervo de recortes - pasta - de jornal do setor de Documentação Paranaense da Biblioteca Pública do Paraná - Curitiba)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O ASSASSINATO DE FRANCISCO FERDINANDO EM SARAJEVO E A TRÁGICA HISTÓRIA DE SEU CARRO

Império Austro-Húngaro em 1914
Em 28 de Junho de 1914, na cidade de Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, então uma província do Império Austro-Hungaro, foi assassinado o príncipe herdeiro desse Império. Francisco Ferdinando foi morto juntamente com sua esposa Sophia Maria, quando se deslocavam de automóvel pelas ruas da cidade. O assassino era um estudante sérvio de nome Gravilo Prinzip e pertencia a uma sociedade secreta a “Mão Negra”.

28 de junho era um dia especial para os sérvios porque nele se comemoravam a vitória na Segunda Guerra dos Balcãs, contra os turcos.

Os acontecimentos decorrentes desse atentado acabaram provocando a Primeira Guerra Mundial, a mais sangrenta da história como muitos registraram.

O Príncipe Francisco Ferdinando e a Princesa Sophia Maria
Muito se escreveu sobre esse atentado e sobre suas consequências. Porém encontrei um texto interessante e curioso sobre o automóvel em que Francisco Ferdinando foi morto. Esta história foi registrada em um livro sobre Sociedades Secretas, no tópico em que trata da "Mão Negra". Trata-se da obra de Tenório de Albuquerque "Sociedades secretas: as suas organizações, os seus mistérios, os seus objetivos."

É uma história no mínimo curiosa, para não dizer assustadora:

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O AUTOMOVEL EM FOI ASSASSINADO O ARQUIDUQUE FRANCISCO FERDINANDO “DAVA AZAR”

O casal de príncipes pouco antes do atentado

         O carro  em que foi assassinado o arquiduque teve um estranho destino. Comprou-o um oficial sérvio que morreu, juntamente com dois lavradores num desastre com o carro. Um dos novos governadores da Iugoslávia comprou-o a seguir e foi vitima de um desastre que lhe custou a amputação do braço direito.
         Impressionado, ordenou a destruição do carro  - “dava azar”. Mas um médico pediu-lhe que lhe vendesse. Sofreu também um desastre: o carro capotou, matando-o. Um corredor suíço foi seu novo proprietário – mas não por muito tempo: morreu ao seu volante, ao disputar uma prova.
O momento do ataque de Gravilo Prinzip -
Retrato de Francisco Ferdinando
         A vítima seguinte foi um fazendeiro. Numa manhã, ao rebocá-lo no pátio fronteiro à sua casa, achava-se enguiçado – o motor entrou a funcionar inesperadamente. Estava engrenado e atropelou - mortalmente o fazendeiro.
         Um motorista, que mudara a cor do velho carro esperando com isso tirar-lhe o azar, morreu também ao dirigi-lo, juntamente com mais quatro passageiros, por fim, voou pelos ares ao ser atingido por uma bomba num ataque aéreo, na última guerra (Segunda Guerra Mundial).

ALBUQUERQUE, A. Tenório de. Sociedades secretas: as suas organizações, os seus mistérios, os seus objetivos. Rio de Janeiro: Editora Aurora, 1970. (Paginas 104-105).




terça-feira, 26 de junho de 2012

CANHÕES EXPOSTOS NO MUSEU JÚLIO DE CASTILHOS EM PORTO ALEGRE - RS

O Museu Júlio de Castilhos, situado na Rua Duque de Caxias, bem próximo do Palácio Farroupilha em Porto Alegre também possui o seu acervo de armas históricas.

Podem sem observados diversos canhões de diversos períodos históricos do Rio Grande do Sul.

Segue um texto informativo sobre o museu retirado do seguinte endereço: http://www.riogrande.com.br/turismo/palegre_museus_julio.htm

Museu Júlio de Castilhos

O prédio, construído em 1887, é um belo modelo de residência urbana e nobre do século XIX. O então presidente do Estado, Júlio de Castilhos, ali residiu com sua família no período de 1898 a 1903, ano do seu falecimento. Ainda permanece na casa o quarto do casal e o gabinente.
É o mais antigo Museu do Estado, criado em 1903 e instalado no casarão em 1905. Conta com um valiosíssimo acervo histórico, artístico e cultural, com peças, armas, roupas, utensílios e documentos ligados à história e formação do estado gaúcho.
Destacam-se os acervos da cultura indígena, Missões Jesuíticas, Revolução Farroupilha, Guerra do Paraguai, correntes migratórias e dos primeiros anos da República Rio-Grandense. No pátio, encontram-se canhões usados durante a Revolução Farroupilha.
O Museu também apresenta exposições temporárias e promove atividades culturais.


Rua Duque de Caxias, 1231, centro - Fone (051) 221-3959

Visitação - de terças-feiras a sextas-feiras, das 9h00 às 17h00; sábados e domingos, das 13h00 às 17h00.
  

Estive em visita ao Museu Júlio de Castilhos em Fevereiro de 2010 e tirei algumas fotos que agora publico no “História&Informação”:


Canhão de Salva: Pequeno canhão de antecarga em ferro fundido
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)


Pátio dos Canhões - Museu Júlio de Castilhos
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Pátio dos Canhões - Museu Júlio de Castilhos
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Pátio dos Canhões - Museu Júlio de Castilhos
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Pátio dos Canhões - Museu Júlio de Castilhos
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Canhão usado durante a Revolução Farroupilha - 1835-1845
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Placa de identificação do canhão - "Utilizado pelos Revolucionários de 1835-45"
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Canhão identificado com um " G  R " de George Rex - REI GEORGE
Um canhão de origem inglesa
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)
  
Pátio dos Canhões - Museu Júlio de Castilhos
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Pátio dos Canhões - Museu Júlio de Castilhos
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Pátio dos Canhões - Museu Júlio de Castilhos
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Pátio dos Canhões - Museu Júlio de Castilhos
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)


Canhão Krupp de retrocarga
Muito utilizado no longo período que vai de 1870 até 1942
No Brasil foi utilizado nos conflitos da Revolução Federalista,
Canudos, Contestado e Revoluções do Período Tenentista
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

Canhão Krupp de retrocarga
(Fonte: Prof.Me. Roberto Bondarik - Fevereiro de 2010)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

ARMAS EXPOSTAS NO MUSEU PARANAENSE - METRALHADORA MAXIM NORDENFELT

A  metralhadora Maxim Nordenfelt uma das armas mais curiosas em exposição no Museu Paranaense em Curitiba. Trata-se de uma metralhadora de canos múltiplos que foi desenvolvida no século XIX.
A arma dispõe de até  12 canos, colocados em linha e disparados manualmente por uma alavanca que se movimenta para frente e para trás. Foi Produzida em diversos calibres.
Metralhadora Maxim Nordenfelt sendo usada pela Policia Militar do Paraná

A peça exposta no Museu Paranaense pertenceu a Policia Militar do Estado do Paraná e consta que foi usada durante a Revolução Federalista em 1894. A Foto acima mostra a Maxim Nordenfelt neste período.
Abaixo a peça como esta sendo exposta atualmente na mostra:

(Foto: Prof.Me. Roberto Bondarik)

(Foto: Prof.Me. Roberto Bondarik)

(Foto: Prof.Me. Roberto Bondarik)

(Foto: Prof.Me. Roberto Bondarik)

domingo, 24 de junho de 2012

CANHÕES ANTIGOS DO MUSEU PARANAENSE - CURITIBA

Alguns dos canhões expostos no Museu Paranaense em Curitiba, parte integrante da História do Paraná. (Crédito das fotos: Roberto Bondarik)

Canhão utilizado em 1772 pelas tropas que, oriundas de São Paulo, eram comandadas pelo Coronel Afonso Botelho. Essas tropas fizeram expedições exploratórias e garantiram a posse dos Campos de Guarapuava, tomando-os dos índios Kaingang. (Fotos 01 - 02 - 03).

Foto 01

Foto 02
Foto 03


Foto 04 - Canhão do Período Colonial - Paraná

Foto 05 - Canhão do Período Colonial - Paraná


Canhão do século XIX. Possivelmente danificado quando de um disparo e reparado com madeira (Foto 06)
Foto 06

domingo, 17 de junho de 2012

O PRIMEIRO CLASSICO DE FUTEBOL DO NORTE DO PARANÁ NOTICIADO: A PARTIDA ENTRE CORNÉLIO PROCÓPIO E LONDRINA

O PRIMEIRO CLÁSSICO DE FUTEBOL DO NORTE DO PARANÁ NOTICIADO: A PARTIDA ENTRE CORNÉLIO PROCÓPIO E LONDRINA
Prof.Me.Roberto Bondarik
bondarik@utfpr.edu.br


                O Brasil se prepara, bem ou mal, para a próxima Copa do Mundo de Futebol que será realizada nestas paragens no ano de 2014. O Futebol é de longe o mais popular esporte coletivo do país e consequentemente do Estado do Paraná e dos seus Norte Pioneiro e Norte Novo. A ligação econômica e cultural com o Estado de São Paulo faz destas regiões paranaenses o habitat de torcedores dos mais diversos times de futebol paulistas.
                O futebol começou a ganhar espaço no Brasil no início do século XX influenciada por empresas britânicas e seus funcionários que para cá vieram e difundiram esse “esporte bretão” como diz o hino de um conhecido time paulista. Companhias de energia elétrica, bondes e principalmente ferrovias, atestam isso os diversos “Botafogo”, “Ferroviários Esporte” ou “Futebol Clube”, Operário e tantos outros nomes que remetem a empresas, atividades econômicas e seus trabalhadores. Os quadros de operários dessas organizações formaram as primeiras torcidas, porque não dizer, organizadas do Brasil.
Esporte centenário em Ponta Grossa e em Curitiba o futebol deve ter chegado ao Norte do Paraná, evidencia-se isso, também transportado pelos trilhos e vagões da Ferrovia São Paulo Paraná que fez a ligação entre a Ferrovia Sorocabana desde Ourinhos até os sertões de Londrina e Apucarana. Essa ferrovia de capital britânico e tinha como um dos acionistas o próprio Príncipe de Gales, herdeiro do trono britânico foi responsável pelo aceleramento da ocupação e colonização de toda a região compreendida pelos vales e sertões dos rios das Cinzas, Laranginha e Congonhas, fazendo surgir cidades, povoados, fazendas e sítios. O próprio Príncipe de Gales, futuro rei Eduardo VIII veio a região visitar e conhecer aquele deve ter sido um dos maiores projetos imobiliários daquele tempo, o loteamento do Norte do Paraná feito por brasileiros na margem leste do Rio Tibagi e por britânicos da Companhia de Terras Norte do Paraná nas terras a leste desse curso d’água.
A Ferrovia São Paulo – Paraná inaugurou a Estação Cornélio Procópio em 1º de Dezembro de 1930, a localidade tornou-se a residência de engenheiros, do pessoal qualificado e dos operários da ferrovia até que essa chegasse até Londrina. Deve ter sido esse pessoal todos os primeiros que praticaram o futebol nessas paragens.
Correio Paulistano
14 de Setembro de 1934 (p.04)
Em 14 de Setembro de 1934, Londrina seria emancipada e tornar-se-ia sede de Comarca em dezembro desse ano, o Jornal “Correio Paulistano” noticiou uma partida de futebol entre os times de Cornélio Procópio e “Londrinense”. Pode ter sido esse o primeiro clássico regional do futebol do Norte do Paraná. E foi também das primeiras coberturas jornalísticas de um evento esportivo na região.
Reproduzimos o recorte do jornal que trás entre outras informações as escalações dos dois times e alguns detalhes sobre a partida. Cornélio Procópio venceu por um a zero a partida.. Reparem no “enthusiasmo” e no “goal” do texto: 


=== Reprodução do texto===


NOTICIAS DO PARANÁ
LONDRINA

ESPORTE - Realizou-se domingo ultimo um animado jogo de futebol entre o Clube “Cornélio Procópio” da cidade que lhe empresta o nome, e o “Londrinense” desta localidade. Os quadros estavam assim organizados:
Londrina – Alcino, Benedicto, Vargas, Sebastião, Francisco, Octavio, Romim, José, Marquinho e Japonez.
Cornélio Procópio – Cartucho, Telles, Milton, Cabiúna, Loló, Mendes, Argentino, Danton, Marcilio, Mineiro e Pimenta.
As 17 horas entraram no campo os dois quadros, vindo à frente o quadro do time visitante, sob o maior enthusiasmo da numerosa assistência. Minutos depois o juiz apita e começa o jogo.
No primeiro tempo, apesar do forte ataque do londrinense, não houve goal. No segundo, tendo augmentado extraordinariamente o enthusiamo do público, o jogo se desenvolveu com perícia de parte a parte. Em dado momento Japonez, habilmente, consegue escapar pela direita e passa a pelota a Octavio, que chuta sem resultado, pondo-o fora. Com lindo passe de Mendes, Danton consegue o primeiro goal para seu clube. O jogo terminou com o seguinte resultado: 1 x0. Assim a palma da Victoria coube ao esforçado clube visitante.

terça-feira, 12 de junho de 2012

PREPARANDO POSTAGEM SOBRE ARMAS

Preparando postagem sobre o Museu do Exercito em Porto Alegre ... aguardem para essa semana ... blindados, artilharia e tudo o mais ...